Diário do Verde - Meio Ambiente em 1º lugar: Agosto 2010

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Presidência do Brasil - @PresidenciaBra

Presidência do Brasilé o Diário do Verde
nas Eleições 2010!

Eleições e Política.
Aquela velha problemática: ter que escolher o "menos pior", ou simplesmente, anular o voto, votar em branco ou mandar ir para o inferno. Para tentar lhe ajudar, nesta difícil tarefa, é que existe o Diário do Verde.
Através da iniciativa pioneira "Presidência do Brasil", o eleitor e o candidato, poderão interagir, esclarecer dúvidas e posicionamentos e, consequentemente, ajudar na decisão do seu voto. De uma maneira civilizada, decente e sem discriminações.
Serão 12 temas principais, que serão discutidos junto aos candidatos e população, nomeadamente:

  1. Direitos Civis - Constituição Federal
  2. Economia e Desenvolvimento
  3. Educação
  4. Emprego
  5. Fome
  6. Liberdade de Imprensa / Comunicações
  7. Meio Ambiente
  8. População e Renda
  9. Saneamento
  10. Saúde
  11. Segurança
  12. Transporte

Acompanhe o @PresidenciaBra, e fique de olho nos presidenciáveis!
Candidatos que o Presidência Brasil marcará presença:

Dilma
Dilma Vana Rousseff - PT / 13

Eymael
José Maria Eymael - 27 / PSDC

Ivan Pinheiro
Ivan Martins Pinheiro - 21 / PCB

Serra
José Serra - 45 / PSDB

Levy Fidélix
José Levy Fidélix da Cruz - PRTB / 28

Marina Silva
Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima - PV / 43

Plínio de Arruda
Plínio Soares de Arruda Sampaio - PSOL / 50

Rui Pimenta
Rui Costa Pimenta - PCO / 29

Zé Maria
(ZÉ MARIA) José Maria de Almeida - PSTU / 16

- Presidência Brasil: a favor da democracia, e dos direitos do cidadão!

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Queimadas e seca: um problema "natural"

O Brasil perde, a cada ano, cerca de 15 mil km² de florestas naturais por causa de incêndios. Na América do Sul, são 40 mil km² queimados por ano.

A terra arde, e o verde, queima.
Ligue a tv, leia os jornais, acesse qualquer grande portal (ou mesmo, pequeno) de notícias da internet, escute o rádio: nesta época do ano, só se fala nisso. Até porque, o clima é propício para tal fenômeno.
Milhões de brasileiros, de norte a sul e leste a oeste do país, sofrem com os efeitos devastadores do tempo seco: que arrasa produções e cultivos; extermina a vida de muitos animais e demais seres; causa sérios problemas respiratórios; cansaço, fadiga e etc; e das queimadas: o fogo consome verozmente, tudo por onde passa, deixando seu rastro de destruição pelo caminho.
Alia se aqui, os crimes ambientais, e o deslexo do cidadão: tocar fogo para limpar terreno, queimar móveis e quinquilharias, liberando carbono para a atmosfera, e o clássico ato de jogar a bituca de cigarro, no meio do mato, e soltar balões. Meio que fora de questionamento, mas isso ainda existe: o hábito de acender fogueiras para se aquecer ou mesmo para sinalização. Pronto: combinação perfeita para um incêndio de proporções avassaladoras, e mais trabalho para o corpo de bombeiros, que incessantemente tentam controlar as labaredas. E os parques ambientais e refúgios ecológicos, coitados, definham dia a dia: o fogo não dá trégua.
Segundo dados de monitoramento de satélites do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), é perceptível um aumento considerável no número de focos de queimadas, em relação ao ano anterior. Mais precisamente:

2009
Junho: 1854
Julho: 3135
Agosto: 7412

2010
Junho: 3399
Julho: 9230
01-29 Agosto: 33046/25977

Todavia, não podemos ser radicalistas a ponto de tacar a culpa em nós mesmos. Temos parte, ok, mas não toda ela. É uma outra parte da verdade (a outra face da moeda), que comumente não é posta em debate. Transpasso agora.
Como deixei bem esclarecido, as queimadas e seca não são um problema restrito. Mas de proporções amplas, e de interesse nacional. E patente que isto não é algo que acontece só o Brasil: e sim em todo o mundo - por exemplo, a Rússia, que está com um índice elevado de queimadas, alta temperatura e período até da exposição para a população, da radioatividade de Chernobyl -, questionamentos que não convém ao caso.
As queimadas e a seca são dois problemas inevitáveis (quando naturais), que são oriundos das variações climáticas e necessários aos ecossistemas. O que é problema para nós, quando moderado, é bem visto aos olhos da natureza. No Cerrado brasileiro, por exemplo, há grãos de determinadas sementes, que só germinam com a presença de fogo. Onde há predominação de gramíneas, o fogo também é um agente na reciclagem de nutrientes. Mais uma vez, a natureza nos surpreendende.

Referência Bilbiográfica: Enciclopédia do Estudante, Volume 1 - ECOLOGIA.

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Ecologia(s)

 ECOLOGIA E SUAS DIVISÕES: 
Ambiental,  Social,  Mental e Integral.


Ambiental
Ecologia ambiental
Esta primeira vertente se preocupa com o meio ambiente, para que não sofra excessiva desfiguração, com qualidade de vida e com a preservação das espécies em extinção. Ela vê a natureza fora do ser humano e da sociedade. Procura tecnologias novas, menos poluentes, privilegiando soluções técnicas. Ela é importante porque procura corrigir os excessos da voracidade do projeto industrialista mundial, que implica sempre custos ecológicos altos.
Se não cuidarmos do planeta como um todo, podemos submetê-lo a graves riscos de destruição de partes da biosfera e, no seu termo, inviabilizar a própria vida no planeta.

Social
Ecologia social
A segunda _a ecologia social_ não quer apenas o meio ambiente. Quer o ambiente inteiro. Insere o ser humano e a sociedade dentro da natureza. Preocupa-se não apenas com o embelezamento da cidade, com melhores avenidas, com praças ou praias mais atrativas. Mas prioriza o saneamento básico, uma boa rede escolar e um serviço de saúde decente. A injustiça social significa uma violência contra o ser mais complexo e singular da criação que é o ser humano, homem e mulher. Ele é parte e parcela da natureza.
A ecologia social propugna por um desenvolvimento sustentável. É aquele em que se atende às carências básicas dos seres humanos hoje sem sacrificar o capital natural da Terra e se considera também as necessidades das gerações futuras que têm direito à sua satisfação e de herdarem uma Terra habitável com relações humanas minimamente justas.
Mas o tipo de sociedade construída nos últimos 400 anos impede que se realize um desenvolvimento sustentável. É energívora, montou um modelo de desenvolvimento que pratica sistematicamente a pilhagem dos recursos da Terra e explora a força de trabalho.
No imaginário dos pais fundadores da sociedade moderna, o desenvolvimento se movia dentro de dois infinitos: o infinito dos recursos naturais e o infinito do desenvolvimento rumo ao futuro. Esta pressuposição se revelou ilusória. Os recursos não são infinitos. A maioria está se acabando, principalmente a água potável e os combustíveis fósseis. E o tipo de desenvolvimento linear e crescente para o futuro não é universalizável. Não é, portanto, infinito. Se as famílias chinesas quisessem ter os automóveis que as famílias americanas têm, a China viraria um imenso estacionamento. Não haveria combustível suficiente e ninguém se moveria.
Carecemos de uma sociedade sustentável que encontra para si o desenvolvimento viável para as necessidades de todos. O bem-estar não pode ser apenas social, mas tem de ser também sociocósmico. Ele tem que atender aos demais seres da natureza, como as águas, as plantas, os animais, os microorganismo, pois todos juntos constituem a comunidade planetária, na qual estamos inseridos, e sem os quais nós mesmos

Mental
Ecologia mental
A terceira, a ecologia mental, chamada também de ecologia profunda, sustenta que as causas do déficit da Terra não se encontram apenas no tipo de sociedade que atualmente temos. Mas também no tipo de mentalidade que vigora, cujas raízes alcançam épocas anteriores à nossa história moderna, incluindo a profundidade da vida psíquica humana consciente e inconsciente, pessoal e arquetípica.
Há em nós instintos de violência, vontade de dominação, arquétipos sombrios que nos afastam da benevolência em relação à vida e à natureza. Aí dentro da mente humana se iniciam os mecanismos que nos levam a uma guerra contra a Terra. Eles se expressam por uma categoria: a nossa cultura antropocêntrica. O antropocentrismo considera o ser humano rei/rainha do universo. Pensa que os demais seres só têm sentido quando ordenados ao ser humano; eles estão aí disponíveis ao seu bel-prazer. Esta estrutura quebra com a lei mais universal do universo: a solidariedade cósmica. Todos os seres são interdependentes e vivem dentro de uma teia intrincadíssima de relações. Todos são importantes.
Não há isso de alguém ser rei/rainha e considerar-se independente sem precisar dos demais. A moderna cosmologia nos ensina que tudo tem a ver com tudo em todos os momentos e em todas as circunstâncias. O ser humano esquece esta realidade. Afasta-se e se coloca sobre as coisas em vez de sentir-se junto e com elas, numa imensa comunidade planetária e cósmica. Importa recuperarmos atitudes de respeito e veneração para com a Terra.
Isso somente se consegue se antes for resgatada a dimensão do feminino no homem e na mulher. Pelo feminino o ser humano se abre ao cuidado, se sensibiliza pela profundidade misteriosa da vida e recupera sua capacidade de maravilhamento. O feminino ajuda a resgatar a dimensão do sagrado. O sagrado impõe sempre limites à manipulação do mundo, pois ele dá origem à veneração e ao respeito, fundamentais para a salvaguarda da Terra. Cria a capacidade de re-ligar todas as coisas à sua fonte criadora que é o Criador e o Ordenador do universo. Desta capacidade re-ligadora nascem todas as religiões. Precisamos hoje revitalizar as religiões para que cumpram sua função religadora.

Integral
Ecologia integral
Por fim, a quarta - a ecologia integral - parte de uma nova visão da Terra. É a visão inaugurada pelos astronautas a partir dos anos 60 quando se lançaram os primeiros foguetes tripulados. Eles vêem a Terra de fora da Terra. De lá, de sua nave espacial ou da Lua, como testemunharam vários deles, a Terra aparece como resplandecente planeta azul e branco que cabe na palma da mão e que pode ser escondido pelo polegar humano.
Daquela perspectiva, Terra e seres humanos emergem como uma única entidade. O ser humano é a própria Terra enquanto sente, pensa, ama, chora e venera. A Terra emerge como o terceiro planeta de um Sol que é apenas um entre 100 bilhõesbilhões de outras do universo, universo que, possivelmente, é apenas um entre outros milhões paralelos e diversos do nosso. E tudo caminhou com tal calibragem que permitiu a nossa existência aqui e agora. Caso contrário não estaríamos aqui. Os cosmólogos, vindos da astrofísica, da física quântica, da biologia molecular, numa palavra, das ciências da Terra, nos advertem que o inteiro universo se encontra em cosmogênese. Isto significa: ele está em gênese, se constituindo e nascendo, formando um sistema aberto, sempre capaz de novas aquisições e novas expressões. Portanto ninguém está pronto. Por isso, temos que ter paciência com o processo global, uns com os outros e também conosco mesmo, pois nós, humanos, estamos igualmente em processo de antropogênese, de constituição e de nascimento.
Três grandes emergências ocorrem na cosmogênese e antropogênese: (1) a complexidade/diferenciação, (2) a auto-organização/consciência e (3) a religação/relação de tudo com tudo. A partir de seu primeiro momento, após o Big-Bang, a evolução está criando mais e mais seres diferentes e complexos (1). Quanto mais complexos mais se auto-organizam, mais mostram interioridade e possuem mais e mais níveis de consciência (2) até chegaram à consciência reflexa no ser humano. O universo, pois, como um todo possui uma profundidade espiritual. Para estar no ser humano, o espírito estava antes no universo. Agora ele emerge em nós na forma da consciência reflexa e da amorização. E, quanto mais complexo e consciente, mais se relaciona e se religa (3) com todas as coisas, fazendo com que o universo seja realmente uni-verso, uma totalidade orgânica, dinâmica, diversa, tensa e harmônica, um cosmos e não um caos.
As quatro interações existentes, a gravitacional, a eletromagnética e a nuclear fraca e forte, constituem os princípios diretores do universo, de todos os seres, também dos seres humanos. A galáxia mais distante se encontra sob a ação destas quatro energias primordiais, bem como a formiga que caminha sobre minha mesa e os neurônios do cérebro humano com os quais faço estas reflexões. Tudo se mantém religado num equilíbrio dinâmico, aberto, passando pelo caos que é sempre generativo, pois propicia um novo equilíbrio mais alto e complexo, desembocando numa ordem, rica de novas potencialidades.

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Carro a ar!

Carro a ar: ecológico e eficiente!

Tecnologias limpas, que não agridem ao meio ambiente (ou pelo menos, nem tanto), existem. O "carro a ar", a princípio, parece piada. Mas é pura realidade. Fiquei sabendo desta supernovidade, através do meu irmão, e hoje, repasso à vocês. E para quem duvida da veracidade de informações, saiba que esta matéria, foi ao ar no Programa Fantástico, da Rede Globo. Acompanhe, esta que pode ser considerada, uma das maiores invenções de todos os tempos:

video

Adeus gasolina!
Passe a palavra, e assim, unidos venceremos - os barões do petróleo, que farão de tudo para silenciar o projeto.

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Programa Bayer Jovens Embaixadores Ambientais (BYEE)

Jovens Embaixadores Ambientais

O programa*

Criado na Tailândia em 1998, o Programa é o carro-chefe da parceria global que a Bayer mantém com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em prol da juventude e meio ambiente.
O objetivo é identificar lideranças jovens de 18 a 24 anos ligadas à preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
Os vencedores embarcam em uma viagem para a Alemanha, onde participam do encontro mundial com os vencedores de outros 18 países.
Já foram premiados mais de 350 jovens de 17 países da Ásia, América Latina, África e Europa, sendo 20 deles no Brasil.
*Fonte: Pensar Eco

7ª Edição - 2010

"Últimos dias para se inscrever no Programa Bayer Jovens Embaixadores Ambientais"!

As inscrições para a 7ª edição do Programa Bayer Jovens Embaixadores Ambientais terminam na sexta-feira, dia 27. Em uma parceria mundial entre a empresa alemã e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), os vencedores dos quatro melhores projetos socioambientais irão representar o Brasil no Encontro Internacional de Jovens Embaixadores Ambientais na Alemanha, em novembro deste ano. O programa possibilitará o intercâmbio com os vencedores de outros 17 países da América Latina, Ásia  e África, além de palestras e visitas a instituições com as melhores práticas ambientais germânicas. Todas as despesas da viagem serão pagas pela Bayer.
Para se inscrever, o jovem deve acessar o site bayer.com.br/bayerjovens e descrever o projeto ambiental ou de responsabilidade social do qual participa, incluindo quais atividades realiza, os benefícios da iniciativa e quais resultados já alcançados. O projeto pode ser uma iniciativa própria ou conduzida por intermédio da iniciativa privada, de associações, entidades e/ou Organizações Não Governamentais (ONGs). Também é necessário que o jovem esteja regularmente matriculado no ensino médio, cursos universitários ou de pós-graduação reconhecidos pelo MEC, além de ter entre 18 e 24 anos de idade e falar inglês.

Acesse Redes Sociais, e conheça mais sobre o Bayer Jovens:
Site: www.bayer.com.br/bayerjovens
Blog: http://portaldovoluntario.org.br/blogs/83968
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=104503165
Twitter: http://twitter.com/bayerjovens
Facebook: http://www.facebook.com/bayerjovens

Boa sorte a todos! Aproveitem a dica =)

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A Terra no Limite - 21/08/2010

Segundo a instituição ambiental Global Footprint Network (GFN), com sede na Califórnia - EUA, no dia de hoje, a humanidade excedeu os recursos naturais do Planeta.


Nesta última quarta-feira (18), a World Wide Fund for Nature (WWF) - Brasil, divulgou em seu site, dados e informações da pesquisa global referente á organização norte-americana GFN - Global Footprint Network.
A GFN realiza um estudo avançado, ano a ano, que mostra o impacto do homem no Planeta. A partir de hoje, segundo a avaliação, "a humanidade terá demandado todos os serviços ecológicos que a natureza pode oferecer este ano, desde a filtragem de COaté a produção de matérias-primas para a alimentação."
Earth Overshoot Day - Aviso de sobrecarga da Terra
O dia de hoje, é conhecido também como "Earth Overshoot Day". O que isso quer dizer? Significa que a humanidade esgotou a capacidade do Planeta Terra de se regenerar da alta pressão imposta sobre o consumismo eloquente. Estamos em um limite crítico, onde a "demanda", está sendo cada vez maior do que a "oferta", e isto é muito preocupante. A corda que nos segura, está prestes a arrebentar.
O cálculo é bem simples, e não modifica em nada o que acabei de ponderar: "a Global Footprint Network calcula o estoque da natureza sob a forma de biocapacidade – o montante de recursos que o planeta regenera a cada ano – e o compara à demanda humana: o montante necessário para produzir todos os recursos vivos que consumimos e absorver nossas emissões de dióxido de carbono."
Essa diferença entre aquilo que é produzido e consumido, é dado o nome de "overshoot ecológico" - e tem crescido a cada ano. Observe o infográfico:
1. Acima dessa linha, está 100% dos recursos naturais que a Terra tem a capacidade de criar, em 2010.
2. Em 2010, a população humana mundial está projetada para usar 150 por cento dos recursos que a Terra pode gerar em um ano.
A situação, como podemos ver, é alarmante, e merece atenção. Ainda mais, se analisarmos a evolução dos números, desde o surgimento desta pesquisa, em 1987. O dia do pagamento do nosso "déficit", ou melhor: da nossa dívida com o planeta, vem cada vez mais cedo.

- 1987: 25 de Dezembro
- 1995: 21 de Novembro
- 2009: 25 de Setembro
- 2010: 21 de Agosto

Na edição 2010, os responsáveis pela pesquisa ressaltam: o salto brusco, entre o período 2009 e 2010,  foi devido a melhoria nas medições. É claro que, sejamos sensatos: nesse meio tempo, o homem  fez lá suas "trakinagens", para com o meio ambiente - e mais do que no ano anterior. O século XXI pede socorro!
_____
Mais informações em: GFN e WWF Brasil.


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A Amazônia é nossa!!!

Amazônia
Mapa Ilustrativo da Região Amazônica.
Brasil x Mundo

A Amazônia é nossa!!! Será mesmo?

Não meu caro leitor, eu não estou ficando louco: pelo menos por enquanto! Ou será que pode ser considerado doido alguém que pensa um pouco mais, exatamente do jeitinho que o diabo não gosta? Taí um assunto para ler, parar, ouvir e pensar.
Independente da sua idade, cor, raça, religião, etnia, preferência política ou opção sexual, pelo menos uma única vez em toda a sua vida, tu deve ter escutado o nome "Amazônia".
Caso não se lembre o que ela é, ou não saiba, vamos aos devidos esclarecimentos e nomenclatura: ela é uma floresta tropical - a maior do mundo, se estende por 9 países da América do Sul, e ocupa uma área equivalente a 3,6%-5,0% da superfície terrestre. Abriga uma diversidade biológica notável, e estima-se que mais da metade de todos os seres vivos da Terra (animais e vegetais), se encontrem ali. Reservas minerais são as mais ricas e praticamente quase inexploradas de todo o planeta.
Este petisco de informação sobre uma localidade que bate recordes, deve ter ajudado na sua percepção sobre a mesma.
Agora, pare e pense, e veja se meu raciocínio não está certo: uma região com tantas maravilhas, não seria um local ideal e perfeito para ser intitulado: UM PEDAÇO DO PARAÍSO?
Claro que SIM. É por essas e outras, pode se dizer com total certeza, o slogan "DEUS É BRASILEIRO". Graças à tantas riquezas, o Brasil é o Estado-Nação mais cobiçado e tem tudo para ser atacado quase que instantâneamente por qualquer outro país do mundo.
Super-potências aproveitam o descaso da população e governo em geral para a questão, para darem o seu golpe final.
Nosso país acha que tudo está bem, uma "marolinha", como diz o nosso ilustre presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segurança? Há há há, hilário, nem brincando estamos prontos para uma possível guerra: Estados Unidos, Rússia, Coreia do Norte, ou até mesmo outro país inteligente contra-atacar, já podemos contar derrota.
É fato, do jeito que nos posicionamos, Adeus Amazônia!

Indícios de uma possível invasão - conheça e saiba se prevenir!

1 - Amazônia Internacional

Amazônia Internacional
Imagem do suposto livro "Introduction to Geography"
Para você que é como São Tomé, e só acredita vendo, pode parar já. Mesmo porque, as provas serão apresentadas, e em pratos limpos.
A questão em debate, é antiga, e não é uma novidade do momento. Indícios em tudo quanto é lugar, não faltam, e o melhor: são todos de fontes confiáveis e respeitadas. Veja On-line, Amazônia Net, Brasil Soberano, são apenas um dos sites onde você poderá encontrar informações sobre o assunto, onde destaco a lista de declarações internacionais direcionadas direta, e indiretamente de uma certa forma, à soberania brasileira da floresta.
Mas agora, vamos ao assunto: o que, sem sombra de dúvidas, foi crucial para esta discussão, "foi um suposto documento que causou furor e indignação na maioria dos brasileiros: um livro didático estadunidense intitulado 'Introduction to Geography', de autoria de David Norman, do qual é exibida uma página com um mapa da América do Sul exibindo uma grande área da Região Amazônica que estaria sob controle internacional. O mapa, como pode ser visto acima, é acompanhado por um texto, em péssimo inglês, explicando que, desde a década de 80, a região – denominada "Former International Reserve of Amazon Forest" (algo como ex-reserva internacional de Floresta Amazônica) – estaria sob controle dos EUA e da Organização das Nações Unidas." (Fonte: Alerta em Rede)

1.1 - Google Earth

Área, segundo o Google Earth, onde se encontra a "Amazônia Internacional".


Pesquise "Amazônia", e será levado aos EUA (o que, pode significar, para os mais atentos, o interesse dos USA sobre a mesma). Em seguida, pesquise "Brasil, Amazônia", e será induzido ao Estado do Amazonas, que tem parte da floresta, mas não corresponde a ela.
Digite "Floresta Amazônica", e mesmo assim, não conseguirá nada (ele irá interpretar que você quer ir para a cidade de Floresta - AM. Por final, busque na caixa de pesquisa o termo "Amazônia Internacional". Você encontra ela no mesmo instante.
Não seria este um preceito de um ataque sem precedentes ao Brasil em Escala Global?
O Google Inc., que gerencia o sistema e um monte de outros aplicativos de serventia pública, tem origem estadunidense. Como todos nós sabemos, o Google Inc. é uma das empresas mais sólidas e respeitadas do mundo, e detém em seus servidores um vasto acervo de informações e conteúdos sobre QUASE TUDO. Porque então, ele não reconhece a Amazônia como do Brasil, fato mais que comprovado, uma vez que a floresta se encontra na maior parte, em território nacional (+- 50% da área total)? Simples: nenhum estrangeiro reconhece mais a Amazônia como bem do Brasil!!!
E isso é de se dar medo.

2 - Aumento da Influência/Interesse dos EUA (e do mundo) sobre o continente

Você acha mesmo que, a alegação de que querem combater as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), é verdadeira? Que nada, tudo não passa de interesse econômico sobre os recursos dos "inferiores". Tesouros, minerais, genética, a Mão de Deus (não é o Maradona!), o pedaço do paraíso fica por aqui. E o que não falta, é gente querendo levar vantagem - nem que seja ligeira. Exemplos:


2.1 Ong's e entidades assistenciais

Uma técnica ordinária, que vem sendo amplamente utilizada (não só na Amazônia, mas em diversas localidades do mundo), são os disfarces de ong's ambientalistas e entidades assistenciais, a fim de se conseguir passar uma imagem positiva, que na verdade não condizem com suas reais pretensões. É mais ou menos aquela história: pão e circo para manter o povo alienado, enquanto os ratões fazem a limpa.

É por estas e outras, que posso declarar com toda a tranquilidade, que a Amazônia, está longe de ser um bem do Brasil. Ninguém quer saber, não toma posição. Combinando-se a isso a ingenuidade do povo e a descrença por parte da população, quanto a uma invasão iminente, presenciamos uma autêntica situação de "casa da mãe Joana".
E se você anda pensando: "pouco importa o Brasil com ou sem Amazônia!", é melhor tomar muito cuidado com o que diz. A Amazônia, é surpreendente. Se você espiar este outro artigo, em que enfatizo o assunto: "Você já imaginou o Brasil sem a Amazônia?", entenderá bem o que estou deliberando.
Veja mais este argumento - pergunta/reportagem, da SUPER-INTERESSANTE:


Espero que todos estes preceitos, somados ao seu juízo de razão, possa ter ajudado você a entender mais e melhor, sobre a região amazônica brasileira e internacional: o mais precioso bem do planeta e da humanidade, jogado a própria sorte.

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43 razões para votar em Marina :D

Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima (nome completo!), no Acre - Unidade da Federação onde nasceu.

1. Conhece a pobreza
Marina é Silva. Como a maioria das gentes no Brasil, nasceu pobre. Com força de vontade, com escola e com a ajuda de pessoas boas, superou tudo.

2. Dará oportunidades para todos
Marina Silva oferece ao país a terceira geração dos programas sociais, com a capacitação e a inserção dos beneficiados no mercado de trabalho, de acordo com os potenciais de cada família.

3. Valoriza a educação
Alfabetizada aos 16 anos, tornou-se professora, vereadora, deputada estadual, senadora e ministra. Sabe da importância da educação. Seu projeto transformará o Brasil num país do conhecimento.

4. Quer desenvolvimento
Marina Silva está em sintonia com os desafios do século 21. Ajudará o Brasil crescer, mas sabe que o crescimento é só uma ferramenta para que o país atinja o desenvolvimento econômico, social, ambiental e cultural, o verdadeiro desenvolvimento sustentável.

5. Tem causa
A causa de Marina Silva é a causa do planeta, da qualidade de vida tanto hoje quanto no futuro. É a nossa causa, dos nossos filhos, dos nossos netos, de toda a nossa descendência.

6. É verde
Marina Silva alia visão da qualidade de vida com a necessidade da preservação ambiental. É uma das 50 personalidades que podem salvar o planeta, de acordo com o jornal britânico The Guardian.

7. Tem capacidade de gestão
Tranquila, mas firme, Marina Silva possui enorme competência. Foi sob sua batuta no governo Lula que o país diminuiu de forma drástica o desmatamento na Amazônia. O Brasil não precisa de gerente. Precisa de uma líder com visão de futuro, como Marina Silva.

8. Tem equipe
Desde seu primeiro cargo, Marina Silva sempre se cercou de pessoas inteligentes, modernas e eficientes. É um imã de pessoas honestas e boas. Marina atrai competências.

9. Nova forma de governo
Marina Silva não governa com apaniguados nem sob a influência das indicações políticas. Sabe ouvir, governa com a ajuda de especialistas, de técnicos. Pretende unir no governo o lado bom de cada administração pública.

10. É sucessora
Marina Silva integra os avanços dos governos FHC e Lula. É o passo adiante para superar as deficiências que persistem no país. Não é uma opositora, que rejeita tudo, nem uma continuadora, que vê tudo positivo. É uma sucessora.

11. Combate ao desperdício
Marina Silva tem história para acabar com o loteamento dos órgãos públicos, para acabar com o desperdício do dinheiro público, do capital humano, das oportunidades, dos recursos naturais.

12. Intolerante com a corrupção
Para Marina Silva não há espaço para corrupção e sim para o uso correto e fiscalizado dos recursos públicos.

13. Tem programa completo
Marina Silva pauta sua campanha pelo debate de ideias e de propostas para o Brasil. Tem o mais completo programa de governo entregue à Justiça Eleitoral.

14. Quer debate
Marina Silva fará o impossível para participar de todos os fóruns de debates entre os candidatos - seja na TV, na internet, nas associações de classe ou nos jornais.

15. Não faz ataques pessoais
Marina não faz ataques nem ofensas pessoais a qualquer candidato.

16. É contra a contra-informação
Marina Silva descarta qualquer forma de obtenção de informação que viole os marcos do Estado democrático de Direito.

17. Tem campanha sustentável
As emissões de carbono resultantes da campanha serão contabilizadas na internet. Sua neutralização se dará com reflorestamento nos biomas brasileiros.

18. Aposta nos pequenos doadores
A Campanha Marina Silva não quer depender só dos grandes doadores. Por meio da internet, deseja ser financiada também por pequenas doações.

19. Dispensa o caixa dois
A Campanha Marina Silva considera o caixa dois uma prática absolutamente inaceitável. Todas as doações serão reportadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), identificando o doador e a quantia doada.

20. É transparente
Marina Silva será transparente na arrecadação e no uso dos recursos financeiros no processo eleitoral. A prestação de contas estará no www.minhamarina.org.br

21. Pratica a democracia
Marina Silva potencializa os espaços de articulação social e respeita as formas organizativas da sociedade. Quer fortalecer canais de interlocução dos cidadãos com o Estado.

22. Inova na segurança
Marina Silva traz novo paradigma para as políticas de segurança pública, com olhar qualificado para ações de prevenção ao crime e à violência. Quer reestruturar as polícias, sabe inovar e não se guiará por propostas sensacionalistas.

23. Conhece a Floresta
Marina Silva nasceu e se criou no meio da floresta do Acre. Teve Chico Mendes como mentor. Conhece e sabe da importância da preservação das florestas no desenvolvimento do país. Marina Silva tem como meta o Desmatamento Zero.

24. É líder servidora
Marina Silva está a serviço de uma causa, a serviço da humanidade. Ela não lidera pela imposição de ideias ou em causa própria, mas sim pelo diálogo e principalmente pelo exemplo. Por isso aceitou ser a nossa presidente.

25. Tem experiência política
Marina Silva disputou sua primeira eleição em 1986. Já foi vereadora, deputada estadual, senadora por dois mandatos e ministra do Meio Ambiente por cinco anos.

26. Tem um bom vice
Marina Silva escolheu um empresário comprometido com a sustentabilidade para mostrar que desenvolvimento e meio ambiente caminham juntos. Guilherme Leal entrou para a política porque acredita que é possível construir um país melhor com uma política diferenciada.

27. Quer um futuro melhor
Marina Silva quer que todos os nossos filhos tenham ar puro para respirar, que nossos netos tenham água limpa para beber e comida saudável. Que vivam em paz e harmonia. Só Marina apresenta esta possibilidade na política nacional hoje.

28. Tem responsabilidade
Marina Silva tem a responsabilidade de saber que o amanhã depende de um hoje bem feito.

29. Tem envergadura internacional
Marina Silva é conhecida e respeitada também fora do Brasil. Dialoga além das fronteiras e se comunica com líderes de todo mundo.

30. É mulher
Marina Silva está em sintonia com o século 21. Ela acolhe e estimula o diálogo. É um novo modelo de liderança, que integra razão e emoção. Será a primeira mulher a cuidar do Brasil.

31. Propõe a verdadeira política
Quem nunca se interessou por política decide se unir a Marina Silva depois de ouvi-la. Ela elimina a distância entre o político e o eleitor, pois sabe que o eleitor é o real agente político.

32. Luta contra a discriminação
Marina Silva tem como compromisso e em seu histórico a luta contra todas as formas de discriminação: étnica, racial, religiosa, homofobia, sexismo ou qualquer outra.

33. Não camufla defeitos
Marina Silva se apresenta como o ser humano que é. Não quer admiradores, mas sim uma ação onde todas as qualidades dos outros possam ser somadas às dela e os defeitos fiquem claros para que todos possam corrigi-los.

34. Busca fortificação na diversidade
Não é apenas a diversidade ambiental e ecológica que Marina Silva espera conservar, mas a diversidade humana. No equilíbrio entre as diferenças da natureza está o ensinamento para se encontrar o equilíbrio entre as diferenças que estão em todos nós.

35. Resgata a esperança
A história de Marina Silva faz acreditar que nada é impossível. Seu exemplo de superação inspira e prova que se há um sonho, só depende de nós o poder de realizá-lo.

36. Vida longe de escândalos
A vida política de Marina Silva não está associada a escândalos. Ela representa os cansados da corrupção no meio político. Marina tem a ficha limpa.

37. Consumo consciente
Marina Silva acredita no consumo responsável, na inclusão social e no equilíbrio ambiental. Construir sem ser consumido. Consumir sem desperdiçar.

38. Quer a transformação
A educação e a inovação serão os alicerces da transformação. A criatividade, o empreendedorismo e a diversidade socioambiental, os meios da multiplicação.

39. Acesso à cultura e ao conhecimento
Ampliar o acesso à cultura e ao conhecimento, respeitando os direitos do criador e o interesse público pelo acesso a toda diversidade cultural brasileira é outra bandeira de Marina Silva. Ela pretende garantir o apoio a projetos culturais e artistas em áreas com baixo acesso à cultura.

40. Quer plebiscito nas polêmicas
Marina Silva não pretende impor seu ponto de vista a respeito de temas polêmicos, como a descriminalização das drogas e o aborto. Sabe que essas questões dividem a sociedade e, por isso, se compromete a fazer plebiscitos sobre elas.

41. Cidades saudáveis, seguras e sustentáveis
Marina Silva quer promover a eficiência no planejamento e na gestão das cidades: integração e articulação de políticas para urbanização, saneamento, mobilidade, adaptação às mudanças climáticas, proteção de mananciais, promoção do desenvolvimento e do bem-estar humano.

42. Aposentadoria compatível
Marina Silva tem propostas para tratar melhor quem envelhece e perde sua capacidade de trabalho. É necessário restaurar a perspectiva de uma aposentadoria compatível com os recolhimentos feitos ao longo da vida.

43. Tem programa de governo
As diretrizes programáticas de Marina Silva são embasadas em Política cidadã baseada em princípios e valores: Educação para a sociedade do conhecimento; Economia para uma sociedade sustentável; proteção social: saúde, previdência e terceira geração de programas sociais; qualidade de vida e segurança para todos os brasileiros; cultura e fortalecimento da diversidade e Política externa para o século 21.

Obs: O Diário do Verde, por sua vez, respeita o direito individual de cada um, quanto ao voto. Ressaltamos porém, a importância de se posicionar frente a uma candidatura, que tem como fundamento, o meio ambiente - linha de frente do nosso trabalho.

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Green Brands Survey

Pesquisa internacional, em 8 países, sobre
"Marcas Verdes"

VERDE. É a palavra de lei: no dia dia, seja em casa, ou dentro de uma grande empresa.
Um levantamento inédito, idealizado pela ImagePower® Green Brands Survey, coletou informações de mais de 9.000 pessoas em 8 países: Alemanha, Austrália, Brasil, China, Estados Unidos, França, Índia e Reino Unido - em 4 continentes -, e identificou os hábitos ecológicos das pessoas nos mais variados sistemas econômicos e sociais.
Estes países, juntos, somam 3.279.514.474 de indivíduos, aproximadamente metade da população mundial (IBGE - 2009). Observações do estudo:

Green Brands Brazil
Brasil
Os brasileiros estão interessados em empresas verdes e planejam gastar mais em produtos verdes
- 72% dizem que quando escolhem produtos, é muito importante que seja de uma companhia que tenha consciência ambiental.
- 73% pretendem gastar mais em produtos verdes no ano que vem

Os consumidores esperam que as empresas gerenciem tóxicos e água
- 87% dos consumidores dizem que para as empresas serem verdes, devem reduzir os tóxicos em produtos e processos de negócios, 85% dizem que as empresas devem gerenciar os recursos hídricos com cuidado.

Empresas podem se conectar com os consumidores, melhorando a seleção de produtos e comunicações
- 67% dizem que limitar a seleção do produto é o maior desafio para a compra verde.
- 91% dizem que a publicidade verde ajuda os consumidores a tomar decisões de compra.
-#-
- Pelo menos 30% dos consumidores planejam gastar mais em produtos verdes no próximo ano. Na China, Índia e Brasil, planejam gastar 70% ou mais.
- Mais de 60% dos consumidores em todos os países dizem que é pouco ou muito importante comprar marcas de empresas verdes.
- Os interesses econômicos predominam na maioria dos países, mas os consumidores na Índia e no Brasil estão mais preocupados com o meio ambiente.

Brasil:
Meio Ambiente (72%) x Economia (25%)

Índia:
Meio Ambiente (59%) x Economia (59%)

-#-
Outra parte da pesquisa, destinada ao "julgamento de empresas", os consumidores deveriam apontar as quais enxergam como as "mais verdes", em seu país. 350 empresas foram analisadas, no total.
A líder ambiental no Brasil, segundo os entrevistados pela pesquisa: é a marca "Natura Cosméticos". Em anexo, você confere um ranking com as 10 empresas melhores classificadas, como "verdes", por nação.

Green Brands by Country

Pesquisa completa (2010):
Vídeo oficial:

ImagePower® Green Brands Survey é um produto fruto da parceria entre o escritório de relações públicas Cohn&Wolfe, a consultoria Esty Environmental Partners (EEP), a consultoria estratégica de marca Landor Associates e a empresa internacional de pesquisa Penn Schoen Berland. (Fonte: Verdinho Básico)

Desde 2006, o ImagePower® Green Brands Survey, tem analisado a percepção dos consumidores de produtos ecológicos e marcas corporativas.

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Silent Spring - "Primavera Silenciosa"

Silent Spring (Primavera Silenciosa) - RACHEL CARSON


Disparate global do Ambiente, clássico da década de 1960, disponível para LEITURA e DOWNLOAD!

Rachel Louise Carson (ambientalista/naturalista/zoóloga/bióloga/escritora americana), quando escreveu este livro, em 1962, não estava para brincadeira.
Em "Silent Spring" - título original -, em português: "Primavera Silenciosa", a pesquisadora estadunidense alerta sobre os danos gravíssimos para o homem e todos os seres vivos, que o DDT, biocida utilizado indiscriminadamente em larga escala no século passado (XX), estaria ocasionando em escala mundial. Segundo Carson, se nada fosse feito, o futuro do planeta certamente seria preocupante: envenenado por pesticidas sintéticos, onde o canto dos pássaros seria apenas uma lembrança. O impacto da obra foi assustador: "trouxe preocupações ambientais sem precedentes para uma parcela da opinião pública americana, impulsionou uma inversão na política nacional pesticida levando a uma proibição nacional sobre DDT e outros pesticidas, com os movimentos ambientalistas levou a criação da Environmental Protection Agency". A autora, recebeu ainda a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta e importante condecoração dos Estados Unidos da América.
O trabalho de Rachel Carson mostrou que o meio ambiente não pode ser dividido em compartimentos autônomos. Proteger o meio ambiente significa proteger toda a BIOSFERA - o conjunto de todos os lugares onde os seres vivos são encontrados.

*Com dados e informações do Livro "Fique por dentro da Ecologia" - de David Burnie, e Wikipédia.

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As Verdades do Verde

AMBIENTE
AS VERDADES DO VERDE
(FLORESTAS: O Verdadeiro Papel do Verde)


A grita sobre a devastação das florestas mostra como argumentos errados podem fazer mal a uma ideia certa. Os motivos pelos quais a Amazônia deve ser defendida nem sempre são lembrados pelos defensores. (Revista SUPER INTERESSANTE)

Em novembro de 1971, o biólogo alemão Harald Sioli, do Instituto Max Planck, então fazendo pesquisas na Amazônia, foi entrevistado por um repórter de uma agência de notícias americanas. O jornalista estava interessado na questão da influência da floresta sobre o planeta e o pesquisador respondeu com precisão a todas as perguntas que lhe foram feitas. Mais tarde, porém, ao redigir a entrevista, o repórter acabou cometendo um erro que ajudaria a criar um dos mais persistentes mitos sobre a floresta amazônica. Numa de suas respostas, Sioli afirmara que a floresta continha grande porcentagem de dióxido de carbono (CO2) existente na atmosfera. No entanto, ao transcrever a declaração, o jornalista esqueceu a letra C – símbolo do átomo de carbono – da fórmula citada pelo biólogo, que ficou no texto como O2, o símbolo da molécula de oxigênio.
A reportagem com o oxigênio no lugar de dióxido de carbono foi publicada pelo mundo afora e assim, da noite para o dia, a Amazônia se tornou conhecida como “pulmão do mundo” - uma expressão de grande impacto emocional que tem ajudado a semear a confusão no debate apaixonado sobre os efeitos ambientais em larga escala da ocupação da floresta. É um debate em que, por enganos como aquele, maus argumentos acabam sendo usados para escorar uma causa justa. As organizações de defesa da ecologia misturam às vezes no mesmo balaio fatos e fantasias ao alertar para os perigos das queimadas da floresta amazônica – até porque dados e conceitos capengas sobre o assunto só levam água para o moinho daqueles que não querem que se faça alarde algum sobre as agressões à natureza que ali se cometem.
De resto, não é tão simples assim achar as verdades definitivas sobre o papel que a floresta desempenha no quebra-cabeça ambiental, num mundo assolado por espectros do tipo efeito estufa, desertificação, chuva ácida e destruição da camada de ozônio, para citar apenas os mais assustadores. As teimosas referências ao “pulmão do mundo”, nesse contexto, são exemplares. Pois a floresta amazônica, simplesmente, não é o pulmão do mundo. E o motivo não é difícil de entender. As árvores, arbustos, e plantas de pequeno porte, da mesma forma que os animais, respiram oxigênio durante as 24 horas do dia. Na floresta, a quantidade desse gás produzida de dia pelas plantas é totalmente absorvida durante a noite, quando a falta de sol interrompe a fotossíntese. Os vegetais são capazes de criar eles próprios os alimentos de que precisam. O responsável por essa característica é justamente a fotossíntese.
Na presença da luz solar, graças a uma molécula chamada clorofila, que lhes dá a coloração verde característica, as plantas, incluindo as algas e o plâncton marinho, retiram da atmosfera dióxido de carbono e o transformam em carboidratos, principalmente glicose, amido e celulose. Desta sucessão de reações químicas, sobra o oxigênio, do qual uma parte é aproveitada para os processos respiratórios dos vegetais e outra é lançada na atmosfera. Quando a planta é jovem, em fase de crescimento, o volume de oxigênio produzido na fotossíntese é maior que o volume necessário à respiração. Nesse caso, a planta produz mais oxigênio do que utiliza.
Isso acontece porque a planta jovem precisa fixar um grande volume de carbono para poder sintetizar as moléculas que são a matéria-prima de seu crescimento. Já nas plantas maduras, porém, o consumo de oxigênio na respiração tende a igualar o total produzido na fotossíntese. A Amazônia não constitui uma floresta em formação. Ao contrário, é um exemplo da plenitude do ecossistema – interação entre um ambiente e os seres vivos que o habitam – chamado floresta tropical úmida. Nela, portanto, os seres vegetais já crescidos consomem todo o oxigênio que produzem. Apesar de não ser o pulmão do mundo, a floresta amazônica apresenta outras características que contribuem para a manutenção da vida no planeta.
As florestas são grandes fixadores do carbono existente na atmosfera. Somente as matas tropicais contêm cerca de 350 milhões de toneladas de carbono, aproximadamente a metade do que há na atmosfera. Ora, o ciclo deste elemento químico está saturado no planeta, como dizem os especialistas. Devido á queima de combustíveis fósseis – gás, carvão e petróleo –, o carbono se acumula cada vez mais na atmosfera, na forma de dióxido de carbono, metano e compostos de clorofluorcarbono. Esse acúmulo é responsável pelo chamado efeito estufa, o aprisionamento de energia radiante que, se suspeita, tende a aumentar a temperatura global da Terra, com efeitos catastróficos também para o homem (SI n° 4, ano 3). Nesse quadro, as florestas exercem uma função essencial, na condição de maiores controladores do efeito estufa. Por isso, o meteorologista Luiz Carlos Molion, do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), de São José dos Campos, afirma que a floresta amazônica é o grande “filtro do planeta”.

“Pulmão não: é o grande filtro do planeta.”

Queimadas elevam taxa de carbono em 16 por cento

Segundo ele, medições feitas em 1987 mostraram que cada hectare da floresta retira da atmosfera, em média, cerca de 9 quilos de carbono por dia. (Um hectare equivale a 10 mil metros quadrados. O Parque Ibirapuera, em São Paulo, por exemplo, tem quase 150 hectares.) A cada ano, o homem lança na atmosfera algo como 5 bilhões de toneladas de carbono. É como se cada ser humano fosse pessoalmente responsável pelo lançamento de uma tonelada do gás por ano. Somente a Amazônia brasileira, com seus 350 milhões de hectares, retira do ar aproximadamente 1,2 bilhão de toneladas anuais, ou seja, pouco mais de um quinto do total. Números como esses causaram polêmica num passado não muito remoto, quando se duvidava que a floresta fosse capaz de armazenar tamanho volume de carbono. Hoje, porém, se sabe que a assimilação apenas repõe o volume do gás continuamente perdido para o solo e para os rios.
Uma controvérsia que frequentemente aquece a discussão sobre a floresta amazônica diz respeito à parte que cabe às queimadas na região na acumulação de CO2 na atmosfera. Os cálculos mais aceitos dizem que as queimadas liberam 200 milhões de toneladas de carbono por ano, ou seja, 4 por cento da emissão total. Segundo Molion, do INPE, os desmatamentos por queimadas de todas as florestas do globo contribuem com 16 por cento do acúmulo de dióxido de carbono. Mesmo que toda a floresta amazônica fosse queimada, especula o meteorologista, “o aumento da concentração do gás seria da ordem de 2 por cento”. Dito desse modo, pode-se ter a impressão de que pouco importa para o clima planetário haver ou não uma Amazônia. Nada mais errado – e perigoso. Pois além de serem controladoras do efeito estufa, as florestas – no caso, somente as tropicais – podem exercer enorme influência sobre o clima do globo. A Amazônia, ainda segundo Molion, é uma grande máquina de produzir calor. Daí seu papel decisivo para manter estável o clima nos países do hemisfério norte.

Calor da mata tropical ameniza frio no norte

A produção de calor na floresta resulta das altas taxas de evaporação e transpiração no local. Na Amazônia, cerca de 80 a 90 por cento da energia disponível é consumida nesses processos. Quando o vapor de água se condensa para formar nuvens, libera a mesma quantidade de energia que foi necessária à sua evaporação. À medida que as nuvens crescem, vão convertendo mais vapor em gotas de água, aquecendo a atmosfera circundante. Há dias na Amazônia em que a temperatura nas camadas mais altas – cerca de 10 mil metros do solo – chega a aumentar 30 graus. Essa fantástica quantidade de calor é então transportada para fora dos trópicos, rumo ao hemisfério norte.
Além da Amazônia, existem duas outras grandes fontes de calor no planeta. Uma é a floresta tropical da bacia do rio Congo, na África Central. A outra é de origem oceânica: uma região do Pacífico próxima ao norte da Austrália e à Indonésia, onde uma confluência de correntes faz com que a temperatura da água esteja sempre entre os 27 e 31 graus. As altas temperaturas fazem com que as taxas de evaporação sejam igualmente elevadas, promovendo a formação de nuvens e a consequente produção de calor. A destruição da floresta poderia alterar dramaticamente o clima dos países do hemisfério norte, segundo os climatologistas. “Sem o transporte de calor dos trópicos”, explica Molion, “esses países passariam a ter invernos ainda mais frios e mais longos.”
Toda floresta é um ecossistema extremamente complexo. Para o ecólogo Evaristo Eduardo de Miranda, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Universidade de São Paulo, as florestas constituem o ponto final do processo evolutivo dos ecossistemas terrestres no planeta. “Estes representam o máximo de vida possível em um determinado espaço”, diz ele. “A tendência natural da vida na Terra é produzir florestas.” Existem três grandes tipos de florestas no mundo – a boreal, encontrada nas altas latitudes do hemisfério norte; as temperadas, que existem nos Estados Unidos, norte da Europa e na Ásia; e as tropicais, mais próximas do equador, que cobrem 7 por cento da superfície da Terra e abrigam pelo menos a metade das espécies do planeta.
Cada qual tem suas especificidades e características próprias, mas as três apresentam uma coisa em comum: são exemplos bem-sucedidos da colonização de extensas áreas pelos vegetais. A floresta amazônica provavelmente é o melhor exemplo. Arraigada a solos pobres em minerais e material orgânico, a floresta não só se auto-sustenta e se mantém, como também exibe uma exuberância e uma riqueza de espécies inigualável em todo o planeta. Estimativas talvez até conservadoras dizem que a Amazônia abriga cerca de 80 mil espécies vegetais e possivelmente 30 milhões de espécies animais – a grande maioria insetos.
Examinada mais de perto, a floresta amazônica parece um paradoxo ecológico. De fato, como a maior floresta do mundo consegue existir em solos tão ralos e secos, que não chegam a oferecer sustentação às plantas, obrigadas então a espalhar suas raízes para adquirir estabilidade? Milhões de anos de chuvas levaram os solos antigos da Amazônia, que na sua configuração atual existe há uns 15 milhões de anos, transportando para os rios e depois para o mar toda a sua riqueza mineral. Para enfrentar o problema, os vegetais parecem ter inventado esquemas alternativos de sobrevivência. Em resumo, aprenderam a se alimentar por si mesmos.
Ao contrário do que ocorre na floresta temperada, cujos solos são nutritivos, os ciclos de vida na floresta tropical – principalmente na Amazônia – devem ser mais velozes. As folhas das árvores caem mais depressa e uma vez no solo se decompõem mais rapidamente para que seus nutrientes possam ser reaproveitados no menor tempo possível pelos vegetais ao redor. Isso faz com que o suprimento vital de alimento da floresta esteja armazenado em sua própria folhagem. Assim, a riqueza das florestas tropicais está na massa vegetal, não no solo. Isso enganou – e ainda engana – aqueles que, diante das árvores portentosas, acharam que os solos da floresta seriam tão férteis que neles em se plantando tudo daria.
“A Amazônia é o reino vegetal por excelência”, define o ecólogo Evaristo de Miranda, da Embrapa. Estima-se que a floresta tenha de 500 a 700 toneladas de matéria verde viva por hectare, incluindo caules, troncos e raízes. Desse total, as folhas representam apenas cerca de 20 toneladas, ou seja, algo como 3 ou 4 por cento. Em comparação com a massa vegetal, a fauna não é tão abundante. Existem somente 30 quilos de herbívoros por hectare, por exemplo. A razão desse outro paradoxo é a mesma do anterior. Apesar da exuberância e variedade, as espécies vegetais da floresta são extremamente pobres em vitaminas e nutrientes, o que as torna inadequadas ao sustento de rebanhos animais.
Essa é também a causa da rarefação humana no ecossistema da floresta tropical. Mesmo as comunidades indígenas que ali se desenvolveram se caracterizam pelo número relativamente limitado de membros. A Amazônia não atrai naturalmente grandes aglomerações humanas. A falta de animais herbívoros acarreta, por outro lado, um menor número de espécies de mamíferos selvagens. Em termos da presença desses animais, a Amazônia fica atrás de todas as formações vegetais do planeta. Esse motivo levou a antropóloga Betty Meggers, autora do livro Amazon: man and culture (ainda não traduzido para o português), a chamar a floresta amazônica, talvez com certa imprecisão de “paraíso falso”. A extrema diversificação de espécies vegetais na floresta – cerca de trezentas variedades por hectare, em média – também é mais uma resposta da natureza às condições desfavoráveis da região.
Cada espécie tem suas características próprias quanto à disposição das raízes no solo e ao aproveitamento dos nutrientes. Assim, quanto maior a diversidade numa área, maior o aproveitamento de todos. Praticamente nada é perdido. Na Amazônia, a competição parece ter alcançado um estágio de requintado equilíbrio. A variedade de espécies vegetais só é igualada pela de insetos, vermes e outros ínfimos seres que constituem a microfauna da floresta. Em cada hectare podem ser encontradas cerca de 120 toneladas dessas formas de vida. Outra região de floresta tropical, a ilha de Barro Colorado, na zona do canal do Panamá, hospeda cerca de 20 mil espécies de insetos. Para se ter ideia do que isso significa, em toda a França, por exemplo, não existem mais que algumas centenas. A grande diversificação de espécies, para os cientistas, é o que constitui a maior riqueza das florestas tropicais.

O maior banco de genes do mundo todo

Algumas pesquisas estimam que somente na Amazônia possa residir cerca de 30 por cento de todo o estoque genético do planeta, ou seja, 30 por cento de todas as sequências de DNA que a natureza combinou. É um número extraordinário, e certos pesquisadores ainda consideram tratar-se de um cálculo por baixo. Uma coisa é absolutamente certa: a preservação da variedade genética da floresta amazônica – que faz da região uma espécie de banco de genes, o maior do mundo – deve ser um dos argumentos mais fortes contra o desmatamento por atacado e a ocupação sem critério da Amazônia. Pois, por mais abstrato que esse argumento possa parecer aos invasores do local – desde os simples colonos que migraram de outras regiões às empresas multinacionais de mineração –, cada espécie é única e insubstituível e sua destruição pode significar a perda de um importante acervo genético, de incalculável valor prático para o homem.
Apenas se começa a aprender a ler as informações contidas nas florestas tropicais – e existe aí uma verdadeira enciclopédia a ser conhecida. Os índios com certeza têm algo a ensinar nesse vasto capítulo. Os antropólogos descobriram que cada comunidade indígena que habita a Amazônia dispõe de um cardápio de pelo menos cem plantas e um receituário de duzentas espécies vegetais. Um exemplo relativamente recente da utilização do estoque genético da floresta é o desenvolvimento de um remédio contra a hipertensão – inspirado no veneno da jararaca. Essa cobra mata sua presa com uma substância tóxica que reduz a zero a pressão sanguínea do animal. Os estudos sobre a ação do veneno no organismo trouxeram informações valiosas para o reconhecimento da pressão no ser humano.
É esse patrimônio que deve ser preservado junto com as florestas. É um desafio urgente. Segundo o biólogo e ecologista Wellington Braz Carvalho Delitti, da USP, o atual ritmo de extinção de espécies no mundo provavelmente não tem paralelo. Os pesquisadores calculam que nos próximos 25 anos cerca de 1,2 milhão de espécies (dos até 30 milhões que se supõe existir na Terra) desaparecerão por completo com a devastação dos seus refúgios florestais. Isso equivale a um genocídio de aproximadamente 130 espécies inteiras por dia.
O debate em torno da preservação das florestas tropicais ainda está longe de se esgotar. A maioria das previsões – menos ou mais desastrosas – que se faz nesse campo estão atreladas a modelos matemáticos, muitas vezes passíveis de falhas. De todo modo, enquanto os especialistas conferem suas projeções, fatos acontecem. E a ideia de preservar indefinidamente a floresta amazônica se mostra cada vez mais impraticável. Essa realidade não escapa a observadores como o insuspeito ecologista Jacques-Yves Cousteau, o oceanógrafo que chefiou uma expedição à região em 1982. “A Amazônia não pode ser intocável”, concorda o deputado federal paulista Fábio Feldman, presidente da entidade ecológica Oikos. Para ele, no entanto, “como a vocação da Amazônia é essencialmente florestal, é necessária a sua utilização racional, menos predatória”.
A questão que está posta é rigorosamente esta: conjurar o desenvolvimento e a abertura de novas fronteiras com o delicado equilíbrio que sustenta os ecossistemas da floresta tropical. Iniciativas como a construção de grandes hidrelétricas devem ser planejadas cuidadosamente, se bem que seus efeitos a longo prazo para floresta ainda sejam desconhecidos. Não se pode perder de vista um dado essencial: o conhecimento sobre a dinâmica das florestas tropicais ainda é muito precário. Não ocorre o mesmo com as florestas temperadas do hemisfério norte. Por sinal, ao contrário do que se imagina, essas florestas vêm aumentando sensivelmente nas últimas décadas. Na França, por exemplo, representam atualmente cerca de 30 por cento do território – menos em todo caso do que ao tempo da Revolução de 1789. Calcula-se que a chuva ácida e a poluição danificaram pouco mais de um quinto das áreas florestais na Europa. No Japão, o último relatório anual sobre a situação do meio ambiente no país mostra que 67 por cento do arquipélago está coberto de florestas. Se a isso se somarem as áreas ocupadas por lagos, montanhas, neves eternas e pradarias, se verá que ali as regiões naturais chegam a 80 por cento da área total. Em resumo, toda a extraordinariamente vigorosa economia do Japão brota numa área inferior ao Estado do Rio de Janeiro – prova de que a propriedade não é incompatível com a preservação da natureza. Ou com seu uso inteligente, quando não há outra alternativa.

Para saber mais

Ecologia, Eugene P. Odum, Editora Guanabara, Rio de Janeiro, 1986;
A expedição de Jacques Cousteau na Amazônia, Jacques-Yves Cousteau e Mose Richards, Editora Record, 1986;
Ecossistemas brasileiros, Carlos Toledo Rizzini, Adelmar F. Coimbra Filho e Antônio Houaiss, Editora Index, 1988

Boxes da edição

Oxigênio, um presente dos mares

Se a Amazônia não é o pulmão do mundo, qual é então? Afinal, o que produziu o oxigênio da atmosfera da Terra e ainda mantém os seus níveis praticamente constantes? A maior parte das teorias afirma que o oxigênio foi originalmente levado à atmosfera pelo processo da fotossíntese. Portanto, segundo essa hipótese, foram os vegetais primitivos, as pequenas algas e o fitoplâncton – pequenos organismos que vivem, aos milhões, suspensos na água do mar – os responsáveis pela produção e acúmulo do gás na atmosfera terrestre.
Uma das barreiras ao desenvolvimento da vida no planeta, há cerca de 1 bilhão de anos, era a intensidade das radiações ultravioletas da luz solar. Nessa época, o fitoplâncton e as algas somente conseguiam sobreviver a grandes profundidades. Quando, graças à atividade fotossintética, o0 oxigênio atmosférico chegou a 1 porcento de seu nível atual, há aproximadamente 800 milhões de anos, foi possível a formação de moléculas de ozônio (O3) em número suficiente para filtrar os raios ultravioleta. Isso permitiu que o fitoplâncton migrasse para as camadas superiores dos mares, mais iluminadas pelo Sol. O resultado foi um aumento exponencial da fotossíntese nos oceanos, levando à rápida formação do oxigênio.
Outras teorias sustentam que o oxigênio, ou pelo menos a maior parte dele, teve origem inorgânica, a partir da fotodissociação consistente na separação de um átomo de oxigênio da molécula H2O, devido às radiações ultra-violeta. Embora essa hipótese tenha seus defensores, as evidências fósseis e geológicas indicam que o oxigênio teve mesmo origem nos oceanos, confirmando a vocação da água como a grande fonte de vida na Terra.

Como se São Paulo e Santa Catarina tivessem ardido

Há três meses, o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), de São José dos Campos, concluiu um extenso trabalho, a partir de imagens de satélites, sobre as condições do desmatamento na Amazônia. Os resultados agradaram tanto ao governo que o presidente Sarney os divulgou em rede de TV, ao apresentar sua política de meio ambiente para o país – o programa Nossa Natureza. Pelos dados apresentados, apenas 5 por cento (251,4 mil quilômetros quadrados) da Amazônia tinham sido destruídos por queimadas ou desmatamentos “recentes”. Esse índice relativamente tranquilizador foi logo contestado por outros pesquisadores e ecologistas, que sugeriram ter havido manipulação de dados.
Tempos depois, uma segunda edição do trabalho do INPE acrescentou outros 92,5 mil quilômetros quadrados, a título de “desmatamentos antigos”. Chega-se assim a um total admitido de 343,9 mil quilômetros quadrados de áreas destruídas – equivalente a um território do tamanho dos Estados de São Paulo e Santa Catarina juntos. Técnicos do Banco Mundial, em Washington, trabalham por sua vez com números ainda piores – 12 por cento de área devastada – e com base nisso aparentemente a instituição tem-se recusado a financiar projetos na região.

Ideias para proteger a Amazônia

Como seria de esperar, quem mais entende do aproveitamento da floresta tropical são os nativos da Amazônia – índios, caboclos e seringueiros. Eles têm sobrevivido à custa do verde sem causar danos sérios à floresta – ao contrário, portanto, dos colonos vindos de fora e dos garimpeiros de Serra Pelada. Seu segredo parece ser a utilização de procedimentos que levam em conta naturalmente a ecologia da região. As clareiras abertas para o cultivo não ultrapassam 1 ou 2 hectares. Depois que a terra se exaure, a clareira que fica não é muito maior do que a formada por uma grande árvore que tivesse caído ali.
Segundo o deputado verde Fábio Feldman, a solução para o aproveitamento da floresta seria a criação de reservas extrativistas, nas quais as atividades econômicas estariam perfeitamente afinadas com a ecologia das matas. Para Feldman, somente medidas que regulamentem a ocupação humana da região podem conter a destruição da floresta. O programa Nossa Natureza, lançado em abril último, não prevê reservas como as imaginadas pelo deputado, mas propõe cerca de cinquenta medidas para a região amazônica.
Elas incluem, entre outras, a suspensão de incentivos fiscais para projetos na região, a regulamentação da exportação de madeira, a desapropriação de áreas de interesse florestal e o controle do uso de agrotóxicos na floresta. Segundo o físico José Goldemberg, reitor da Universidade de São Paulo, a ampliação das áreas protegidas mediante a criação de parques e reservas poderia abranger cerca de 70 por cento da Amazônia. Para ele, esta deveria ser uma medida imediata no sentido de frear os desmatamentos. Outra seria dirigir os créditos oficiais apenas para investimentos que não impliquem a destruição da floresta.

Fonte: Revista Superinteressante – JULHO 1989.
Págs. 18, 19, 20, 21, 22, 23 e 24.

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