Diário do Verde - Meio Ambiente em 1º lugar: Setembro 2010

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Iniciativa "Cápsula do Tempo" - VIVERDE ECO



Gostaria de convidar a todos a participarem do Projeto Cápsula do Tempo.
Divulgem para seus contatos! Participem! Enviem suas mensagens para o futuro! AQUI =)

"Seja você a mudança que quer ver no mundo – Mahatma Ghandi"

O que é a Cápsula do Tempo?

A Cápsula do Tempo é um projeto da Viverde Eco, com o apoio da:
  • Prefeitura Municipal de Sorocaba – SP
  • “SEMA” Secretária de Meio Ambiente de Sorocaba
  • Agência de Publicidade HA!

O que é uma Cápsula do Tempo?

Uma Cápsula do tempo é um recipiente especialmente preparado para armazenar objetos ou informações com o objetivo que os mesmos possam ser encontrados pelas gerações futuras. Tal expressão começou a ser utilizada no século XX, embora a ideia seja tão antiga quanto os primeiros assentamentos humanos na Mesopotâmia.

Qual o objetivo desta ação?

Estimular a reflexão e ações para construirmos um Futuro mais verde! Com respeito aos seres vivos e ao planeta!

O que será armazenado dentro da Cápsula do Tempo?

Iremos armazenar mensagens, objetos, imagens… Coisas que não queremos que existam no futuro e coisas que queremos que existam! As mensagens podem ser enviadas por carta ou por nosso formulário eletrônico!

Onde a Cápsula do Tempo será enterrada? Quando?

Programação e data do evento: 10/10/10 - início 08h00min

  • 08h00min – Abertura oficial do evento com apresentação do mascote o “Econauta”
  • Leitura e debate de mensagens para o futuro
  • Distribuição de mudas de árvores nativas
  • Soltura de aves apreendidas pela policia militar ambiental (Pendente confirmação)
  • Plantio de uma muda de árvore nativa “marco da Cápsula do Tempo”
  • Oficinas de artesanato e plantio de mudas
  • Distribuição de brindes surpresa
  • 10h00min - Contagem regressiva para o lançamento da “Cápsula do Tempo”
  • 12h00min – Encerramento do evento

Como participar?

Mais informações: http://viverdeeco.com ou http://capsuladotempo.info


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Protestar é uma coisa, apelar é outros 500!

ONG's, empresas e instituições, ao passar uma ideia, deixam de ser "racionais" e partem para o vale-tudo.

Anúncios da ONG internacional PETA, sociedade independente que atua em defesa dos direitos dos animais, que é contra o consumo de animais pelos humanos - à favor do vegetarianismo.

Até imagino a chuva de reclamações que vou receber, após a veiculação deste meu artigo. Mas, tudo bem.
O que motivou-me a escrever este meu texto é a minha profunda indignação para com a banalização de temas importantíssimos, não só no Brasil, mas em todo o mundo. Não só no âmbito ambiental.
Ao que parece, diálogo é passado. Pouco importa o "certo ou errado", mas sim o conceito de "quem dá mais". Centenas, milhares, milhões de pessoas, são fisgadas pela isca de causas, agem como robôzinhos, defendendo "Deus lá sabe o quê". Pera lá!
Ninguém nunca discute, e isso sempre tem: são os prós e os contras. Tudo é muito bom, desde que não seja levado ao extremo.
Não estou criticando o trabalho da PETA, que aparenta ser um ótimo trabalho, se é isto que está pensando. Mas sim, propondo "novos pontos de vista", conservadoramente. E ponderações que não se restringem só à PETA.
Acredito que a melhor forma de conscientização, e vou continuar empenhando-me em sua divulgação, é a conversa, o diálogo. Colocar fotos de animais sendo torturados, flagelados ou em situação desprezível (sem contar pessoas nuas, homens e mulheres), tem o seu impacto, mas é o que chamo de efeito contrário. Ao invés de "respeito, ciência", as pessoas vão ter temor ao consumo de carne.
E não precisa ser nenhum especialista para saber que, à partir do momento que não se respeita o direito ao livre arbítrio, o que devia ser interpretado como bom, passa a ser visto como terrível. Perde-se a essência.
Sou ambientalista, e nem por isso deixo de comer carne. Quem é vegetariano, tem um ponto a mais no planeta, é comprovado. Não significa também que, se "eu como carne", sou um diabo para com os animais.
Um dia, posso deixar de comer carne. Isto é, a vermelha, porque carne branca eu não aprecio. Se tiver que tomar qualquer decisão nesse sentido, quero ser independente (por livre e espontânea vontade), e não pressionado à fazê-lo.
Ingerir alimentos de origem animal, no entanto, não quer dizer que devemos ser coniventes com os abusos e atos cruéis com os animais. A Declaração Universal dos Direitos dos Animais, ordena isso.
Sejamos inteligentes! Aliar a razão a liberdade da expressão, é algo que não pode mais esperar.

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Projeto 10^100: As aparências enganam!

Project 10^100
Clique na imagem para zoom.

A empresa "Google", anunciou os 5 projetos vencedores do Projeto 10 elevado à 100 (no original, em inglês, Project 10 to the 100), que receberão o montante de US$ 10 milhões, dividido igualmente entre os ganhadores = 2 milhões para cada um. O site do buscador - Brasil, está exibindo uma mensagem avisando à todos, sobre o acontecimento (imagem).

Vídeo:

É longa a trajetória deste blog, mais ainda o seu conhecimento à respeito do Projeto 10^100. Exemplos:


Desde 2009, acompanho a iniciativa. E até por chegar a participar, posso me posicionar firme e coerentemente: NÃO sou à favor. Por quê? O Projeto 10 elevado à 100 é mentiroso e criminoso. Ainda em 2009, quando denunciei no Diário do Verde a fraude contra mais de 150.000 projetos de mais de 170 países, e depois notifiquei diretamente ao Google, esperava por soluções. O que infelizmente, não se concretizou.
Você deve estar se perguntando: o que o projeto fez, para ser avaliado desta maneira? O seguinte: o que foi proposto, não se cumpriu.
Assim: quem enviasse a sua ideia, caso escolhida, entraria em votação, e caso selecionada, receberia 2 milhões de dólares para aplicar seu projeto, pondo-o em prática. Terminou que a Google mudou os termos, sem aviso-prévio, prorrogou inúmeras vezes a votação e escolhas de ideias, se apossou delas indiscrinadamente, não respeitando os direitos autorais e repassando o prêmio à terceiros, contemplados à dedo pela Google - "ONG's", ao invés de pessoas comuns. Uma perda de tempo, pois o esforço de muitos, resultou em nada.

Não se deixe enganar.
Apoiar este projeto, é o mesmo que dizer SIM à incompetência, a falta de caráter e pior que isso: NÃO a você!

Diário do Verde: compromisso com a verdade, doa a quem doer.
"O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém." [William Shakespeare]

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Eco Cards! =D

CARTÕES AMBIENTAIS (em inglês)
Meio Ambiente em 1° Lugar!

Eco Card 1 - Árvore
Eco Card 2 - Letreiro

Eco Card 3 - Globo

Obs: As imagens disponíveis aqui NÃO são de autoria do Diário do Verde, mas são EXCLUSIVAS, tendo seus direitos autorais pagos, através do serviço de imagem BigStock. Imagens licenciadas.

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21 de Setembro - Dia da Árvore!

Imagem: Autoria Pessoal.
Instituído no Brasil no dia 24/02 de 1965, decreto federal n° 55.795, o Dia da Árvore é um dia que marca um novo ciclo para o meio ambiente e o tempo para se reforçar os apelos para a conscientização de todos em seu favor. A data sofre influência da Primavera, no Hemisfério Sul, que terá início no dia 23/09, às 00:09 da noite (esse ano).
As árvores são indispensáveis ao planeta. Absorvem carbono, conservam e enriquecem o solo, abrigam diversidade. E ajudam os seres humanos.
Notoriamente, tais benefícios, como bem mostrei no artigo "Dados sobre ÁRVORES", não recebem o devido respeito, justo e merecido. Devemos, e precisamos mudar isso!

CURIOSIDADES
As árvores são os mais antigos, maiores, mais altos e mais fortes seres vivos do planeta.

MUNDO

- Árvores mais antigas: são da espécie "bristlecone pine".
A mais velha é conhecida como Matusalém, tem cerca de 4.900 anos e vive nos Estados Unidos.
- Árvore mais extensa: Great Banyan.
Cobre uma área maior do que um campo de futebol e fica em um jardim botânico na Índia. Tem mais de 1.700 raízes, a maior copa do mundo e existe desde 1787.
- Árvore mais alta: espécie "Sequoiadendron giganteum".
Pode ter mais de 100 metros de altura e vive cerca de 3 mil anos. A madeira de um tronco dessa árvore poderia ser usada para construir 80 casas de cinco cômodos.
A mais alta árvore já encontrada no mundo, uma sequóia, tem cerca de mil anos e 112 metros de altura, ou seja, o mesmo que um prédio de 37 andares! Ela fica em um parque nos Estados Unidos, mas sua localização exata não é divulgada para garantir a preservação.
- Maior semente: coqueiro-do-mar.
Cada coco pesa 20 quilos e tem até três sementes.
- Maior tronco: árvore de Tule, cipreste mexicano.
Tem 2 mil anos, o tronco tem 58 metros de circunferência e mais de 40 metros de altura. Para abraçá-la, são necessárias umas 50 pessoas!

BRASIL

- País com maior variedade de árvores no mundo.
- Lei n° 6.607, de 7/12/1978: define o Pau-Brasil como Árvore Nacional. Hoje, quem ocupa este posto, é o Ipê-Amarelo.
- Pau-Brasil, espécie de árvore onde se derivou o nome de nosso país, é desconhecida por 95% dos brasileiros, que nunca o viram.
- O maior cajueiro do mundo, fica aqui, no Rio Grande do Norte. Ocupa 8.400 metros quadrados, o mesmo que 32 quadras de tênis.
- A árvore mais velha que vive em território nacional, tem 3.000 anos, é um Jequitibá-Rosa, e situa-se no Estado de SP, no Parque Estadual do Vassununga - Santa Rita do Passa Quatro.

Plante uma árvore.
Salve a vida, com um gesto de amor!

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UNIVERSO em miniatura!


"Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura..."

(Alberto Caeiro)

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Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio - 16/09

Imagem da NASA, que realça a região da Antártida, onde se encontra o "Buraco na Camada de Ozônio". Fotografia do dia 12/09/10.

Dia 16, foi escolhido pela ONU para homenagear o sucesso do Protocolo de Montreal e ao mesmo tempo, lembrar-nos da importância da Camada de Ozônio, uma película protetora, que salvaguarda todos os seres viventes. Mas você sabe o que ela é, e o seu poder de ação no planeta? Aprenda agora:

A CAMADA DE OZÔNIO

QUAL O PAPEL DO OZÔNIO?
A vida na Terra não depende somente de oxigênio e água, mas também de outras substâncias presentes em pequena quantidade na atmosfera. É o caso do ozônio (O3), cuja molécula é composta de três átomos de oxigênio. É um gás azulado e de odor penetrante.
O ozônio pode ser encontrado na troposfera, a camada da atmosfera em que vivemos, ou na estratosfera, zona acima da primeira e que se estende, em média, entre 12 e 50 quilômetros de altitude.
O ozônio presente na troposfera é danoso à saúde: mesmo em baixa concentração, pode provocar problemas respiratórios. A combustão industrial e dos veículos produz poluentes como os óxidos de nitrogênio que podem, através de reações fotoquímicas, gerar ozônio. Nessa altitude, ele contribui para o aquecimento global, juntamente com outros gases estufa.
O ozônio da estratosfera atua como um grande guarda-chuva, protegendo a Terra da incidência direta de grande partes dos raios ultravioleta provenientes do sol. Sem a camada de ozônio, o ultravioleta atingiria a superfície da Terra e causaria sérios problemas à saúde do homem, como câncer de pele e doenças oculares. Os ecossistemas seriam também abalados devido à alteração na cadeia alimentar, uma vez que alguma espécies de plantas e animais são mais sensíveis à radiação ultravioleta. É o caso de certas algas marinhas, importantes como produtoras de oxigênio e como consumidoras de CO2. O ozônio encontra-se presente em toda atmosfera. Cerca de 90%, contudo, está concentrado na estratosfera, numa camada de aproximadamente 20 quilômetros de espessura, distante cerca de 25 quilômetros da Terra. Nesta camada, o ozônio protege a Terra dos efeitos nocivos de parte da radiação ultravioleta, que podem ser: queimaduras, cataratas e até mesmo câncer de pele.

QUAL É O "BURACO" NA CAMADA DE OZÔNIO?
Modelos elaborados para computador têm mostrado uma redução ("buraco") nas faixas de ozônio sobre a Antártida, ocorrida entre 1965 e 1985. Valores medidos em terra e por satélite indicaram uma redução de até 50% em alguns pontos da camada, em 1985. Tais reduções ocorrem atualmente na primavera, devido às condições meteorológicas da Antártida nesta época do ano.
Mensurações realizadas no Ártico mostram que, ao contrário do Pólo Sul, as condições meteorológicas do Norte impedem que ali ocorra o mesmo fenômeno. As temperaturas da estratosfera são mais altas e o número de nuvens formadas é menor que na Antártida. Esses são importantes fatores que regulam a destruição do ozônio.
A camada de ozônio está em equilíbrio dinâmico, ou seja, é produzida e destruída constantemente, renovando-se sempre, como parte de um ciclo natural. Em 1974, porém, cientistas descobriram que uma substância sintética chamada clorofluorcarbono (CFC) estava vagarosamente subindo até a estratosfera e literalmente "comendo" o ozônio.

QUAIS OS GASES QUE NOS AMEAÇAM?
Nem todos os poluentes sobem à estratosfera. Muitos deles sofrem combinações químicas na camada inferior e só os mais estáveis podem eventualmente subir. São as moléculas, relativamente insolúveis, de metano, óxidos de nitrogênio, metilclorofórmio, tetracloreto de carbono, halons e o CFC. Os cientistas acreditam hoje que os principais responsáveis pela formação do buraco são os compostos de cloro e bromo, de produção industrial (CFC e halons). O cloro natural, liberado pelas erupções vulcânicas e pelo mar, desempenha papel muito limitado na destruição do ozônio.
O clorofluorcarbono (CFC), que não existe naturalmente, apresenta baixa toxicidade, não é inflamável e é bastante estável, isto é, não se decompõe facilmente. Por esta razão, é largamente empregado na indústria, como propelente de aerossóis, em refrigeração e como agente expansor na fabricação de espumas. É também usado como solvente na indústria eletrônica e como esterilizante de equipamentos médicos, seringas etc.

O QUE SE FEZ PARA DIMINUIR O USO DE CFC?
As primeiras informações que alertavam para o perigo do CFC circularam em meados da década de 70. Naquela época, a liberação daquela substância na atmosfera era da ordem de 800 mil toneladas anuais. Estimava-se que isso provocava a dispersão de 500 mil toneladas de cloro na estratosfera, com capacidade de destruir 20 a 40% da camada de ozônio em menos de meio século.
Receosos de que isso ocorresse, embora ainda não houvesse evidência concreta, os Estados Unidos proibiram, em 1978, o CFC dos aerossóis, passo assumido também pelo Canadá e países escandinavos. As emissões de CFC na atmosfera não diminuíram sensivelmente, pois naquela época o uso industrial do CFC já estava bastante diversificado.
Em setembro de 1987, 46 países assinaram o Protocolo de Montreal, pelo qual se comprometiam a reduzir pela metade a fabricação do clorofluorcarbono até 1988. O Brasil, em junho de 1990, entrou para o grupo de países (cerca de sessenta no final de 90) signatários do protocolo, que entrou em vigor em janeiro de 1989. Essas importantes medidas, infelizmente tardias, são, contudo, incapazes de deter o processo. Como o CFC demora várias décadas para chegar à estratosfera, mesmo que essa substância não fosse mais utilizada na indústria, a quantidade que atualmente já se encontra a caminho seria capaz de duplicar a quantidade de cloro lá existente.
Alguns cientistas consideraram irrisória uma diminuição de 50% e propuseram uma redução de 100% na produção e no uso de substâncias que destroem a camada de ozônio, incluindo também o metilclorofórmio e o tetracloreto de carbono. Em junho de 1990, em Londres, foi aprovado o banimento do CFC, dos halons e do tetracloreto de carbono até o ano 2000, e do metilclorofórmio até 2005. Para que isso se tornasse possível, foi liberado o uso de HCFC até 2040. O HCFC (hidroclorofluorcarbono) é um tipo de CFC com hidrogênio, com menor poder para destruir o ozônio.
Os países em desenvolvimento, como o Brasil, tiveram o prazo de dez anos para começar a cumprir as medidades de controle, no sentido de acomodar o mercado e reaparelhar a indústria.

O QUE VOCÊ PODE FAZER

  • Opte por consumir produtos que não sejam embalados em espuma de poliestireno. Algumas embalagens de sanduíches e ovos, por exemplo, têm o gás aprisionado durante sua fabricação. Ele pode ser liberado com a quebra da embalagem.
  • Acompanhe os movimentos contra o uso do CFC.
  • Faça como europeus e americanos: aprenda a detectar as empresas que não se preocupam com o ambiente e boicote seus produtos. Comente com seus amigos, iniciem uma ação conjunta. A diminuição do consumo alertará os fabricantes. Exija que o governo federal ponha em prática as medidas do acordo internacional de Montreal e destine verbas para o desenvolvimento de tecnologias alternativas que não empreguem os destruidores de ozônio.


Fonte: Como Defender a Ecologia - Guias Práticos Nova Cultural. Ano de 1991. [Adaptado]

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Partido Verde - 43

Partido Verde
Logo do PV
Você Sabia?


O Partido Verde existe em mais de 100 países. Nascido na Tasmânia vem conquistando adeptos em todo globo terrestre.
As questões dos Verdes são as questões da humanidade e você faz parte dela. Conheça os seus valores:

OS 12 VALORES

A Ecologia
A preservação do meio ambiente, o ecodesenvolvimento (ou desenvolvimento sustentável), a reciclagem e a recuperação ambiental permanente.

A Cidadania
O respeito aos direitos humanos, o pluralismo, a transparência, o pleno acesso à informação e a mobilização pela transformação pacífica da sociedade.

A Democracia
O exercício da democracia representativa, através do processo eleitoral e da existência de um poder público eficiente e profissionalizado, combinado com mecanismos participativos e de democracia direta, sobretudo em âmbito local, através de formas de organização da sociedade civil e conselhos paritários com o poder público.

A Justiça Social
Condições mínimas de sobrevivência com dignidade para todas as pessoas. Direitos e oportunidades iguais para todos. O poder público como regulador do mercado protegendo os mais fracos e necessitados, garantindo o acesso a terra e promovendo a redistribuição da renda através de mecanismos tributários e investimento público.

A Liberdade
1A liberdade de expressão política, criação artística, expressão cultural e informação; o direito à privacidade; o livre arbítrio em relação ao próprio corpo; a autonomia e a iniciativa privada, no âmbito econômico.

O Poder Local
O fortalecimento cada vez maior do poder local, das competências municipais e das formas de organização e participação da comunidade. Para transformar globalmente é preciso agir localmente.

A Espiritualidade
A transformação interior das pessoas para a melhoria do planeta. Reconhecimento da pluralidade de caminhos na busca da transcendência através de práticas espirituais e de meditação ao livre arbítrio de cada um.

O Pacifismo
O desarmamento planetário e local, a busca da paz e o compromisso com a não violência e a defesa da vida.

O Multiculturalismo
A diversidade, a troca e a integração cultural, étnica e social para uma sociedade democrática e existencialmente rica. Preservação do Patrimônio Cultural. Contra todas as formas de preconceito e discriminação racial, cultural, etária ou de orientação sexual.

O Internacionalismo
A solidariedade planetária e a fraternidade internacionalista diante das tendências destrutivas do chauvinismo, etnocentrismo, xenofobia, integrismo religioso, racismo e do neofascismo a serem enfrentados em escala planetária, assim como as agressões ambientais de efeito global.

A Cidadania Feminina
A questão masculino/feminino deve ser entendida de forma democrática, avançando no sentido de se conceber uma profunda interação entre os dois pólos, nos diversos setores da sociedade, visando a uma real adequação às necessidades circunstanciais. Homem e mulher devem buscar, como integrantes do sistema social, mudanças e transformações internas que venham a se traduzir numa prática de caráter fundamentalmente cooperativo. Maior poder, maior participação e maior afirmação da mulher e dos valores e sensibilidade feminina, além do combate a todas as formas de discriminação machista ou sexista, por uma comunidade mais harmônica e pacífica.

O Saber
O investimento no conhecimento como única forma de sair da indigência, do subdesenvolvimento e da marginalização para uma sociedade mais informada e preparada para o novo século. Erradicação do analfabetismo, educação permanente e a reciclagem de conhecimentos durante toda a vida. Prioridade ao ensino básico, garantia de escola pública, gratuita e de qualidade para todos.


Fonte: Tv Penna


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Feliz dia do Capitão Planeta!!! =)

Vai Planeta!!!
O nosso primeiro e único Eco Super-Herói está completando 20 anos neste mês e terá uma grande festa de comemoração. A Fundação Capitão Planeta, organização americana voltada para educação ambiental à juventude, declarou o dia 15 de setembro de 2010, hoje, como o “Dia Nacional do Capitão Planeta”.
A data será celebrada em Atlanta, local onde a série de TV foi criada. A ocasião foi formalmente reconhecida no dia 07 de setembro na prefeitura da cidade, quando o prefeito fez a primeira proclamação da história para um Eco Super-Herói. Planeta irá receber também prêmios do prefeito e do Governador do estado da Geórgia.
O Dia do Capitão Planeta, tem a intenção de ser mais do que uma festa nostálgica, é um chamado para a ação. O grupo por trás da organização está convidando todos a se juntarem a sua rede, onde há uma grande variedade de oportunidades de voluntariado. Participe você também!


“O desenho foi exibido oficialmente entre 15 de setembro de 1990 e 11 de maio de 1994, aqui no Brasil ainda é transmitido pelo Canal Futura. Capitão Planeta teve 4 temporadas e 46 episódios.” - Dann Rocha.




Vídeos do Planeta =]

Abertura da Série - em PORTUGUÊS!

!!! Episódios:

- 1º Episódio: PARTE 1/2/3
- Águas amargas: PARTE 1/2/3
- A arca: PARTE 1/2/3
- A máquina dos sonhos: PARTE 1/2/3
- Os animais merecem respeito: PARTE 1/2/3

Têm mais algum outro? Mande para nós =]

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Meio Ambiente - Mocinho ou Vilão?

A pergunta que não quer (e não pode) calar!

Meio Ambiente: conhece essa palavra?
Certamente que sim - já virou modinha. Não é aconselhável este tipo de conhecimento, pelo simples fato de deturpar muitas vezes informações e não ir pelo discernimento: mas pelo gosto e interesse das pessoas. Do contrário, sob a ótica de um estudo profundo, aberto e conservador, talvez ainda não.
O "meio ambiente", sob todos os ângulos e aspectos, de trás para frente e de frente para trás, é muito bom. É inquestionável a sua boa fé, assim como a sua serventia. 
Designa com maestria o mundo natural, e o conjunto de seus elementos nele imbuídos. É o que é. Subjulgar como "perfeito", no entanto, é algo irresponsável.
A essência do vocábulo, que perdura há 50 anos, quando no início, era a melhor possível. Hoje, vem se perdendo a cada dia, e já não é mais como antigamente. De uma forma geral, ainda pode e deve ser considerado "mocinho", pois o seu âmago é puro e bom. Mas como mencionei, há o outro lado da moeda, que não pode e não deve ser descartado: o vilão.
Ele está na mente e interpretação do ser humano, na ingenuidade das pessoas em sua maioria. De boa intenção, o inferno está cheio, e quem está realmente a fim de fazer alguma coisa que preste pela natureza, precisa começar o quanto antes a ser mais compreensivo e encarar a realidade dos fatos: não pode se deixar enganar! É só pensar um pouco. Todo custo tem seu benefício (e vice-versa). Não é de se admirar que o verde tenha virado negócio, objeto de desejo capitalista. Um mercado de peixe, onde o que vale, é o lucro, e não as pessoas. Mesmo as grandes e reconhecidas organizações "protetoras do meio ambiente", como Greenpeace e WWF, por exemplo, têm se desvirtuado dos princípios comuns, e de uma forma ou outra, transformando a esperança das pessoas, em um negócio rentável. Exceções à regra.
Devemos parar e começar a pensar melhor no que nos é apresentado. O objetivo deste debate entre os opostos é chamar a sua atenção, para a esfera ambiental, que mais do que nunca necessita do nosso apoio e consideração. Conscientizar é preciso.

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Terra - Lapso de Tempo

A Terra vista do espaço!

Planeta Azul. O nosso "lar doce lar" é tão lindo. Admirando de lá de cima, da Estação Espacial Internacional, nem se fale. Don Pettit, astronauta da NASA, trouxe o espaço para a Terra, em uma coletânea de 85 vídeos onde registra imagens e características da Terra. Assista a uma de suas filmagens:


"Este vídeo abrange um pôr do Sol, um nascer da lua e auroras boreais. A câmara tirou uma fotografia a cada 15 segundos; por isso, nos 38 segundos deste vídeo, são captados cerca de nove minutos e meio de tempo real. Como a estação espacial orbita a Terra a cada 90 minutos, a sua tripulação vê 16 nasceres e pores do Sol todos os dias." - O Único Planeta que Temos.

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10% Verde - Marina Silva

Artigo de Opinião / Editorial*

Folha de S. Paulo - 06/09/2010
Dilma, Presidente Lula e Marina
Dilma Rousseff, à esquerda, Marina Silva, à direita, e ao centro, o Presidente Lula.
 10% Verde

Candidatura de Marina Silva esbarra nos limites da agenda ambiental, incapaz de romper a onda desenvolvimentista cavalgada por Lula e Dilma

Aos poucos se torna evidente que a candidatura de ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva (PV) à Presidência da República esbarrou num teto de cerca de 10% nas pesquisas de intenção de voto. O desempenho limitado, até agora, decorre da precariedade de sua campanha, sobretudo do diminuto tempo de TV, em comparação com os adversários do PT e do PSDB.
No entorno da candidata verde, e mesmo fora do círculo de sua campanha, havia certa expectativa de que mensagens mais programáticas e substanciais poderiam romper a moldura plebiscitária da eleição. O cerco marqueteiro ao debate de propostas logrou substituí-las por imagens irreais e promessas sem lastro.
Com o apoio de novas mídias, esperavam os verdes galvanizar parcelas crescentes do eleitorado, a começar pelos jovens. Estes estariam mais abertos a considerar as questões centrais do país sob a ótica da sustentabilidade, com ênfase em problemas ambientais.
Em lugar de crescimento pelo crescimento, Marina se pauta por uma noção de desenvolvimento mais larga. Para além da economia, incorpora a ela temas como qualidade de vida, realizações humanas e preservação de recursos naturais para gerações futuras.
A julgar pela reação do eleitorado até aqui a mensagem verde não ecoou. Nem mesmo entre os que têm de 16 a 24 anos a candidata do PV alcança vantagem significativa. Segundo o Datafolha, 20% das intenções de voto que lhe são dedicadas provêm dessa faixa etária, fatia praticamente igual à representada pelo grupo no total da amostra (19%).
Além de não sensibilizar a juventude, Marina Silva tampouco consegue falar para o Brasil demograficamente mais relevante. As intenções de voto que atrai se concentram nas camadas de maior escolaridade e renda nas capitais. No Nordeste, por exemplo, sua penetração é diminuta.
Junto à população mais pobre do país, não há páreo para o efeito avassalador da progressão do salário mínimo e da distribuição de benefícios sociais como Bolsa Família. Para esses brasileiros, é indubitável que a vida melhorou nos oito anos de governo Lula. Os dividendos políticos do avanço social são colhidos por Dilma Rousseff nas urnas.
José Serra não tem conseguido conter a maré lulista, mesmo comprometendo-se a manter seu curso. Não se concebe, assim, que Marina Silva, só com um partido débil e propostas de rever a própria noção de crescimento econômico (o que para muitos se traduz como um esforço para contê-lo), possa ter mais sucesso.
Marina abriu mão de uma reeleição mais ou menos tranquila para o Senado em favor de uma candidatura presidencial com chances mínimas. Atribui-se a missão de aprofundar o debate, muito necessário, sobre qual feição assumiria o desenvolvimento do país em direção a uma economia de baixo carbono.
Serão necesssárias uma ou mais eleições para que Marina Silva consiga se fazer ouvir. Nada demais para quem passou 16 anos no Senado e no governo falando quase sempre para as paredes.

*As declarações apresentadas neste controverso artigo, um tanto polêmico, não representa necessariamente a opinião do Diário do Verde, e o conteúdo é de responsabilidade de seus autores.

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#pensenaamazonia

Campanha "Pense na Amazônia / 2010" -
Grupo de Blogueiros Ambientais


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Dia da Amazônia: 05 de Setembro =]

Amazônia
Foto/imagem da Amazônia - vista aérea.
Hoje, no Dia da Amazônia - 5 de Setembro, o Diário do Verde faz um convite ao saber, através da publicação aqui no blog, do que é, na minha opinião - e provavelmente será a sua, do melhor conteúdo disponível na internet sobre a Amazônia, extraído da enciclopédia Novo Conhecer, ano 77.
Aproveite esta oportunidade, para saber mais acerca de NOSSA FLORESTA, genuinamente brasileira, e proteger este bem incalculável, a maior riqueza imaterial (e material) do mundo, que graças às mãos de Deus, se perpetua em território brasileiro. Preserve!!!

Amazônia - Não é pulmão: mas sim, o coração do mundo!



REGIÃO AMAZÔNICA

O ano é 1541. O espanhol Francisco de Orellana e seus homens navegam no rio Napo, a leste dos Andes, continuando a expedição que partiu de Quito em 1539. Sua missão: embrenhar-se no continente em direção ao leste, para avaliar a extensão das terras – que deveriam pertencer à Espanha – e descobrir riquezas.
A viagem parece não ter fim. O rio Napo desemboca em outro rio maior. Na paisagem, apenas água, densa floresta e uma grande variedade de animais. Passam-se meses. É incontável o número de afluentes que vêm engrossar as águas do imenso rio.
A certa altura, a embarcação é atacada por um grupo de indígenas, que disparam flechas envenenadas. Orellana dá ordem para seus homens desviarem o barco, afastando-o do alcance dos índios. Após safar-se do perigo, Orellana, impressionado com o aspecto dos indígenas, que acredita serem mulheres, lembra-se das amazonas – as guerreiras da mitologia grega – e batiza o rio, que passa a chamar-se rio das Amazonas. A lenta e arriscada viagem prolonga-se até agosto de 1542, quando a expedição se defronta com um novo cenário: o rio se alarga numa imensa foz repleta de ilhas. Os espanhóis atingem o oceano Atlântico.
Dessa primeira viagem pelo rio Amazonas até nossos dias, quase não mudou a paisagem da Amazônia – região constituída pela bacia do imenso rio e seus afluentes, englobando territórios do Brasil, Guianas, Venezuela, Colômbia, Peru, Equador e Bolívia. Continuam as espessas florestas em torno da intrincada rede de águas que converge para uma imensa planície e ocupa uma área correspondente a 3/5 do Brasil, 2/5 da América do Sul e 5% das terras emersas do globo. No Brasil, a Amazônia, com 4 871 487 km², estende-se por toda a região Norte, que engloba os Estados do Acre, Amazonas e Pará e os territórios de Rondônia, Roraima e Amapá. E atingem também trechos de Estados de outras regiões: oeste do Maranhão e norte de Goiás e de Mato Grosso.
Quatro fatores caracterizam a região amazônica: a bacia do Amazonas, a planície, a floresta e o clima. Eixo da maior bacia hidrográfica do mundo, o rio Amazonas começa no Peru, na confluência dos rios Ucayali e Marañon. Entra no Brasil com o nome de Solimões e passa a chamar-se Amazonas quando recebe as águas do rio Negro, no interior do Estado do Amazonas. Incluindo-se o rio Marañon, o Amazonas mede, pela margem norte, 6 400 km, sendo considerado o terceiro maior rio da Terra, em extensão. Maiores do que ele apenas o rio Nilo, na África, e o Mississípi-Missouri, na América do Norte. Com mais de 1 100 afluentes, chega a ter 13 km de largura na planície e 100 km em sua foz, onde está situada a ilha de Marajó.

O rio Amazonas e seus afluentes são os principais meios de transporte da região Amazônica; através deles circula a maior parte das riquezas.

A cada segundo, nos meses em que chove pouco (julho a novembro), o Amazonas despeja no mar 240 000 m³ de água. No período das chuvas, o rio chega a subir 16 m acima de seu nível normal e inunda vastas extensões de planície, arrastando consigo terras e trechos da floresta. Em sua foz, quando a maré sobe, ocorrem choques de águas, elevando vagalhões que podem ocasionar naufrágios e são ouvidos a quilômetros de distância. É a pororoca.
Devido ao imenso volume de águas desse rio, navios bastante grandes, entrando pela sua foz, chegam à cidade peruana de Iquitos, que pode ser considerada um porto do Atlântico, ainda que esteja a 6 000 km desse oceano.
Dominando a paisagem, a planície Amazônica, de terras muito baixas, ocupa metade da região. É limitada ao norte pelo planalto das Guianas – onde está situado o pico da Neblina, a maior elevação brasileira, com 3 014 m –, a oeste pelos Andes e ao sul pelo planalto Brasileiro. A vegetação que a recobre assume diversos aspectos, dependendo dos locais onde se desenvolve. Ao lado dos rios, cresce a mata dos igapós, inundada quase permanentemente, rica em trepadeiras, arbustos e árvores. Na planície próxima a essas regiões, alcançada pelas cheias anuais, existe a mata das várzeas, domínio das seringueiras, da imbaúba, da copaíba, do cacaueiro e de muitos outros vegetais. Nos níveis mais altos, livres das inundações normais, desenvolvem-se alguns campos abertos e forma-se a mata de terra firme, chamada pelos indígenas de caá-etê, com árvores como seringueiras, castanheiro-do-pará, guaraná, trepadeiras, baunilha e muitas outras espécies.
Mas essa floresta não é intransponível: árvores altas de copas cerradas dominam a paisagem e chegam a obstruir parcialmente a luz do sol, o que impede o crescimento de plantas baixas e permite a passagem do homem por entre os troncos.
Toda essa vegetação se desenvolve num clima quente, chuvoso e úmido, com pouquíssimas variações de temperatura. Embora a costumeira imagem que se faz dele seja a de um clima insalubre, muitos especialistas o consideram saudável para o homem.

Muita terra, pouca gente

Ainda hoje o homem descendente dos europeus não conseguiu povoar a maior parte da Amazônia. Segundo o recenseamento de 1970, nos 4,8 milhões de km² da região existiam 7 133 119 habitantes. A densidade demográfica da Amazônia – isto é, o número de habitantes dividido pela área – era, portanto, em 1970, de 1,4 habitante por km². Mas a população, concentra-se nas capitais e no setor oriental, deixando a maior parte da região quase despovoada.
Mais de 60% da população amazônica são constituídos de caboclos, mestiços de brancos e índios; 30% são brancos; - 4% negros, havendo ainda uma certa porcentagem de asiáticos, que emigraram para lá, no começo do século XX. Os indígenas, que no século XVII existiam em grande número e eram praticamente os donos da terra, foram sendo exterminados no decorrer da colonização. Hoje, são poucos e tendem a desaparecer devido às doenças que contraem no contato com o homem branco e ao tratamento das “frentes pioneiras” de colonizadores, que disputam e tomam suas terras.
O primeiro movimento de povoação da Amazônia data do início do século XVII. Nessa época, Portugal, estava sob domínio espanhol (1580-1640) e, portanto, o Tratado de Tordesilhas – que concedia à Espanha a maior parte do Brasil atual – não oferecia problemas à penetração portuguesa. Para evitar que as terras ao norte do Brasil caíssem em mãos de piratas franceses, ingleses e holandeses, os portugueses convenceram os espanhóis a permitir que forças lusitanas entrassem na região. Assim fundou-se, em 1616, às margens do rio Guamá, na embocadura do Tocantins, uma povoação fortificada, que daria origem à cidade de Belém, atual capital do Estado do Pará.
Exterminando os índios, ou aprisionando-os para vendê-los como escravos, os portugueses foram dominando a Amazônia. O braço indígena tornou-se a base do trabalho de extração de riquezas vegetais de que viviam os pequenos povoados portugueses.
Mas a verdadeira consolidação da conquista portuguesa foi obra dos missionários católicos, que em meados do século XVII deram início à colonização sistemática da grande bacia. Abalada na Europa por lutas contra os protestantes, a Igreja católica interessou-se em estender sua influência sobre as terras da América, fortalecendo assim o seu poder. Em 1652 os jesuítas foram autorizados pelo governo português a fundar missões na Amazônia e catequizar índios em suas próprias aldeias. Com isso Portugal garantiria para si posse da região, através do trabalho dos missionários.
Em 1655 já haviam sido criadas 54 comunidades jesuítas ao longo dos rios da bacia Amazônica. Depois vieram outras ordens, como os carmelitas e franciscanos.
A serviço dos religiosos e dos colonos portugueses, os índios dedicavam-se à agricultura, à caça, à pesca e à busca das chamadas “drogas do sertão” - especiarias e plantas medicinais que eram vendidas na Europa. O lucro obtido por Portugal com as “drogas do sertão” incentivou a vinda de mais colonos e soldados, que continuaram fundando pequenos povoados fortificados ao longo dos rios.
Em 1669 fundou-se um forte às margens do rio Negro e ao lado de uma aldeia dos índios manaus, que os carmelitas catequizaram. Daí surgiu um povoado que daria origem a Manaus, atual capital do Estado do Amazonas. E assim foram sendo criados outros centros, como a vila de Barcelos, Borba, Barreirinha, Canutama, Codajás, Eirunepé, Humaitá, Santarém.
Em 1750 Portugal reivindicou e obteve para si as terras da Amazônia a oeste de Tordesilhas, baseando-se no princípio de uti possidetis, que dava a posse das terras ao país que as tivesse colonizado.
Depois disso, o governo português foi enfraquecendo o poder dos religiosos responsáveis pela colonização, submetendo-os a autoridades civis. Entre o final do século XVIII e meados do XIX a economia da Amazônia foi se diversificando, e além da coleta de produtos florestais desenvolveram-se plantações de cacau, tabaco, algodão, arroz e outros. Deu-se início à pecuária, com a instalação de gado no vale do rio Branco, incentivou-se a agricultura no rio Negro, e e surgiram manufaturas.


A atividade pecuária vem se intensificando cada vez mais na Amazônia em enormes fazendas.

No final do século XIX a Amazônia experimentou a fase de maior prosperidade de sua história, com a exportação do látex, resina das seringueiras, árvores muito comuns na região. Matéria-prima para a fabricação da borracha, o látex passou a ser utilizado no mundo todo, em quantidades crescentes, para fabricar pneus, isolantes elétricos e muitos outros produtos que os progressos da indústria foram criando.
A Amazônia começou a atrair homens de outros países e de outras regiões do Brasil, sobretudo do Nordeste, para o trabalho de extração do látex. Milhares de homens embrenharam-se nas matas, em busca das seringueiras: talhavam sulcos nos troncos das árvores e recolhiam o látex, precioso líquido branco que deles brotava.

São comuns na região as habitações flutuantes.

O progresso chegou às grandes cidades, como Manaus e Belém, que passaram a exibir prédios suntuosos. Grande parte da população da Amazônia voltou-se para a extração do látex, abandonando outras atividades. Até gêneros alimentícios de primeira necessidade eram transportados de outras regiões ou importados do exterior, por falta de quem os produzisse lá.
Mas o período de riqueza foi curto. Ainda no final do século XIX, os ingleses levaram sementes das seringueiras e organizaram plantações no sudeste asiático. Plantadas racionalmente, as seringueiras do sudeste asiático, já nas primeiras décadas do século XX, superaram a produção brasileira, que não pôde concorrer com os preços internacionais e foi perdendo mercado.
De 1920 até o final da II Guerra Mundial o crescimento da população da Amazônia estagnou. Nesse período de fome e miséria, trabalhadores abandonavam os seringais e iam engrossar o número de desempregados das cidades.
Mas, aos poucos, a economia da região começou a refazer-se do golpe e, além do extrativismo, diversificou-se em agricultura, pecuária, mineração e alguma atividade industrial.

A economia da Amazônia, hoje

A atividade extrativa, apesar do crescente abandono, ainda hoje é responsável pelo sustento de grande parte da população do Acre e do Amazonas. São extraídos da floresta vários produtos de importância econômica, como castanha-do-pará, látex, gomas, guaraná, guaxima (cujas fibras são utilizadas em tecelagem), malva (utilizada na fabricação de medicamentos), murumuru (de que se extrai óleo). A caça, embora proibida – pois ameaça de extinção várias espécies de animais – continua sendo praticada, para contrabando de peles, como as da capivara, porco-do-mato, jacaré, veado e a valiosa ariranha.
Os solos da Amazônia apresentam problemas ao agricultor, pois, abaixo da camada de húmus produzida pela floresta, são pobres em sais minerais e denotam alto teor ácido (a acidez impede as plantas de absorver certos elementos químicos necessários à sua sobrevivência). Por isso, permanecem férteis somente enquanto a floresta os enriquece com produtos de decomposição de galhos e folhas secas. Ao devastar a floresta, os agricultores precisam fazer a adubação correta do solo, para evitar que ele se enfraqueça (perdendo o húmus com o passar do tempo) e deixe de produzir.
No vale do rio Acará, a colônia japonesa de Tomé-Açu é o maior produtor brasileiro de pimenta-do-reino. A juta e o cacau são cultivados no médio Amazonas. Na várzea e no vale do rio Jari, um grupo norte-americano desenvolveu uma avançada experiência agrícola, com grande sucesso no cultivo de arroz e de várias árvores, das quais se obtém madeira.
Quanto à pecuária, é praticada principalmente na região Amazônica de Goiás e Mato Grosso, na ilha de Marajó, em Roraima, no litoral do Amapá e no Pará. São fazendas enormes, as maiores pertencentes a grandes grupos econômicos, como Volkswagen, Sílvio Santos, Ometto, Codeara, etc.
A atividade mineradora intensifica-se cada vez mais. No Amapá, extrai-se manganês, cujas reservas são estimadas em mais de 20 milhões de toneladas. Desenvolvem-se pesquisas petrolíferas no litoral e no setor ocidental, próximo aos Andes. No Pará, na serra do Carajás, foram descobertas as maiores jazidas de ferro do mundo. Nesse mesmo Estado, às margens do rio Tocantins, e no território de Rondônia, há milhões de toneladas de estanho, exploradas por empresas internacionais. Na região do rio Trombetas é obtido o alumínio, que existe em grandes quantidades. No médio Amazonas foram descobertas enormes bacias de sal-gema, com trilhões de toneladas.
No médio Tapajós, no rio Gurupi, no Jari e na serra de Tepequém (Roraima), a população extrai ouro e diamantes, através do trabalhoso sistema de garimpo.
Financiadas por órgãos regionais de desenvolvimento, implantaram-se na região, principalmente em Belém, algumas fiações, tecelagens de juta, indústrias de cerveja, óleos comestíveis, fósforos, e várias outras. Em Manaus, foi criada uma refinaria de petróleo, e há empresas montadoras de aparelhos eletrônicos, ópticos e motores.
Ainda em Manaus, em 1967, foi estabelecida uma Zona Franca, como área livre do comércio de importação e exportação. Nessa área as mercadorias procedentes do exterior não pagam impostos de importação, quando se destinam ao consumo local, às indústrias da região, ou à reestocagem para reexportação. Essas medidas visam a estimular a criação de um centro industrial, comercial e agropecuário na Amazônia, e seu sucesso pode ser avaliado pelo crescente movimento comercial do porto de Manaus.
Impulsionadas pela industrialização e pelo comércio, as grandes cidades da Amazônia, como Manaus e Belém, desenvolvem-se, e sua população cresce rapidamente. Em 1970, Belém já tinha mais de 640 000 habitantes, e Manaus 300 000. Mesmo assim, essas cidades não conseguem absorver a massa de mão-de-obra que chega do interior em busca de trabalho.
Uma das dificuldades a transpor na Amazônia é o problema da energia elétrica. Apesar da imensa quantidade de rios, o potencial hidrelétrico da região é consideravelmente baixo, pois não há grandes desníveis nos cursos de água, capazes de provocar fortes correntezas que acionem turbinas geradoras. Um exemplo é o rio Amazonas, cujo desnível não ultrapassa 60 metros nos últimos 1 600 km do seu percurso, fazendo com que seu potencial hidrelétrico, seja de apenas 5 557,1 MW (MW ou megawatt = 1 milhão de watts).
Parte da energia elétrica da região é obtida de usinas termelétricas, onde a água é fervida, produzindo vapor que aciona as turbinas geradoras. O Estado do Amazonas, por exemplo, é suprido por usinas que operam esse sistema e possuem um potencial de 37 502 kW (1 quilowatt = 1 000 watts). O restante da energia consumida é fornecido por hidrelétricas. No total, a produtividade de eletricidade do Estado eleva-se a 95 815 MWh (megawatts/hora), dos quais 9 349 se destinam às indústrias.

Transportes na Amazônia

Em toda a região Amazônica, a comunicação entre os diversos centros e a circulação dos produtos econômicos faz-se principalmente através dos rios. Cerca de 50% dos cursos desses rios são inteiramente navegáveis, oferecendo excepcionais condições para que se desenvolva a navegação fluvial. Atualmente, há na região modernos vapores, mas seu número é insuficiente para o transporte de passageiros, que em grande parte ainda é feito em embarcações mais populares, chamadas gaiolas e vaticanos.
Apesar da importância da navegação fluvial, apenas Belém e Manaus possuem portos organizados e em contínua atividade.
As estradas de rodagem são ainda uma promessa na Amazônia. São poucas as vias de acesso à região, como a Belém-Brasília. Mais de 12 000 km de estradas estão sendo rasgados no meio da selva, em projetos como Porto Velho-Manaus, Cuiabá-Santarém, Manaus-Boa Vista e a Transamazônica, que deverá atravessar o continente de leste a oeste.
Quase não existem ferrovias na região e os transportes aéreos assumem grande importância como meio de comunicação rápida.

Fonte: Enciclopédia Novo Conhecer Brasil – Abril Cultural. 1977, pág. 36.

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